Ofensas proferidas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus apoiadores contra os governadores tucanos João Doria (São Paulo) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) desagradaram a comunidade LGBT. O caso chegou à esfera judicial, aponta a Folha de S.Paulo, nesta segunda-feira (5). Bolsonaro chamou Doria de “calcinha apertada”, devido às calças justas utilizadas pelo governador.
O governador gaúcho, Eduardo Leite, também foi alvo de insinuações de do presidente, que questionou “onde ele enfiou” o dinheiro repassado ao estado pelo governo federal. Além disso, Leite foi alvo do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, que usou o termo “veado” para criticar as medidas adotadas no Rio Grande do Sul contra a disseminação da covid-19. Após o episódio, Leite entrou com um pedido de investigação sobre o ex-deputado no Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RJ).
Ofereci ao Ministério Público do RS denúncia contra Roberto Jefferson pelas injúrias e agressões proferidas a mim, ao povo gaúcho e ao povo brasileiro. São manifestações indignas que não podem ser toleradas. Também entreguei ao MP relatório do uso dos repasses federais na saúde. pic.twitter.com/JOjESc2USO
— Eduardo Leite (@EduardoLeite_) March 19, 2021
Não é a primeira vez que Bolsonaro é questionado sobre atitudes preconceituosas. Ele já agrediu verbalmente quilombolas e feministas. O Diversidade Tucana, setor do PSDB que defende a causa LGBT, divulgou notas de repúdio contra Bolsonaro e Jefferson. Frentes de defesa da minorias do PT e do PSOL se posicionaram a favor dos tucanos.
