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Após vômitos e crise de soluços, Bolsonaro passa noite no hospital

André Vargas
16 de setembro de 2025
Desidratado e com queda de pressão, ex-presidente recebeu soro e ficará em observação DF Star, em Brasília, informou o filho Flávio

O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a prisão domiciliar nesta terça-feira (16) para ir a um hospital após sentir um forte mal-estar. Ela passará a noite no Hospital DF Star, em Brasília, após receber atendimento de emergência, ficando sob escolta dos policiais penais que fazem o monitoramento de sua residência, enquanto aguarda o começo de sua pena de 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista. 

De acordo com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esteve no hospital, Bolsonaro passou por exames e vai passar a noite em observação. “Ele está bastante desidratado, por isso já foi uma bolsa de soro, não sei se vai entrar mais uma. Ele vai fazer os exames de rotina e, se Deus quiser, vai voltar para casa”, afirmou.

Pelas redes sociais, horas antes o senador disse que o ex-presidente apresentou uma crise forte de soluço, vômito e pressão baixa, classificando o episódio como uma emergência médica. O quadro de pressão arterial reduzida surgiu durante a movimentação para embarcá-lo no veículo que o transportaria ao DF Star.

No domingo (14), o ex-presidente foi ao mesmo hospital para exames laboratoriais, de imagem e retirada cirúrgica de lesões na pele. Os médicos diagnosticaram um quadro de anemia e as tomografias mostraram uma pneumonia residual. Já o procedimento cirúrgico não teve intercorrências. Bolsonaro recebeu alta no mesmo dia e voltou para casa.

Desde que foi esfaqueado em um atentado, durante a campanha presidencial de 2018, ele foi internado repetidamente e passou por cirurgias na região abdominal.  

Conforme a decisão de Moraes, Bolsonaro pode ir ao hospital em caso de emergência, mas deve enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um atestado médico no prazo de 24 horas após o atendimento. Desde 4 de agosto, o ex-mandatário cumpre prisão domiciliar por determinação de Alexandre de Moraes, em decorrência do inquérito no qual ele e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), são investigados por atuarem junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ambos promoveriam medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do STF, incluindo o cancelamento de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky. 

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