PATROCINADORES

Agenda econômica de Daniella Marques para Flávio Bolsonaro

Da redação
12 de julho de 2026

Em entrevista ao jornal O Globo, Daniella Marques, conselheira econômica de Flávio Bolsonaro (PL) e cotada para ser vice na chapa presidencial do senador, detalhou as linhas gerais de sua proposta para a economia. A executiva, que presidiu a Caixa Econômica Federal e foi auxiliar de Paulo Guedes, defende uma agenda de ajuste fiscal e modernização da gestão pública, mas evita repetir integralmente o modelo de seu ex-chefe.

Daniella Marques afirmou que pretende criar uma instância de governança com participação dos três Poderes para compartilhar a responsabilidade sobre o orçamento. Segundo ela, o atual arcabouço fiscal se tornou “uma peça de ficção” e será necessário revisar gastos, cortar privilégios e modernizar a estrutura administrativa. Um estudo citado pela conselheira indica que uma redução de despesas de 1,5% do PIB seria suficiente para recuperar a confiança dos investidores.

Sobre os ativos da União, Daniella Marques destacou que o governo Bolsonaro enfrentou dificuldades para avançar na venda de bens públicos e que será preciso estabelecer um marco regulatório de governança. Ela estima que a securitização da dívida ativa poderia gerar entre R$ 150 bilhões e R$ 250 bilhões, recursos que seriam usados para reduzir o endividamento da União. A executiva criticou o uso político dos conselhos de estatais e defendeu um “choque de ordem” na gestão.

Em relação às empresas públicas, Daniella Marques disse que a prioridade é modernizar a administração e só depois avaliar privatizações. Citou os Correios como exemplo de má gestão, ressaltando que mesmo com monopólio e isenção de impostos a estatal acumula prejuízos bilionários. Já sobre a Caixa, banco que presidiu, afirmou que o plano é transformá-la em motor da prosperidade, apoiando pequenos empreendedores com crédito e inclusão financeira.

Daniella Marques também comentou o cenário político. Disse que a crise entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro é “página virada” segundo as pesquisas e que sua participação na campanha independe da posição do Republicanos, partido ao qual é filiada. Questionada sobre a possibilidade de ser vice, afirmou que a decisão cabe ao senador e que sua prioridade é contribuir tecnicamente para o projeto.

COMPARTILHE:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PATROCINADORES

Leia também

Em breve