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Abin Paralela espionou comunidades do Rio, indicariam documentos de Ramagem

Da redação
6 de fevereiro de 2024
PF tenta descobrir quais eram os objetivos do grupo criminoso e quem seriam os beneficiários das arapongagens

As ações da Polícia Federal (PF) que mapeiam os monitoramentos ilegais de um núcleo da Agência Nacional de Inteligência (Abin) pode ter se deparado com indícios de novos crimes. Em buscas e apreensões em endereços ligados ao ex-diretor-geral da agência, Alexandre Ramagem, hoje deputado federal (PL-RJ), foram encontrados documentos indicando que moradores de comunidades do Rio de Janeiro foram monitorados sem autorização judicial. A informação é da Folha de S.Paulo.

Ramagem é um dos principais alvos da investigação. A Abin abasteceria a família Bolsonaro durante o mandato presidencial do ex-presidente com informações sobre adversários e em busca de antecipação de medidas judiciais contra o senador Flávio (PL-RJ) e o filho homem mais novo, Jair Renan. O filho mais velho está envolvido em um caso de rachadinhas, enquanto Renan foi alvo de uma investigação, arquivada, sobre tráfico de influência junto ao governo. Os informes seriam direcionados para o filho Carlos, vereador no Rio (Republicanos-RJ). As investigações vão tentar levantar quem mais seria monitorado pelo sistema digital FirstMile.

Em outras apurações do site Metrópoles, foi informado que a PF apura se o Centro de Inteligência do Exército (CIE) também teria participado da operação espiã. O CIE também possui um sistema FirstMile e mantinha ligações diretas com o Gabinete da Presidência na gestão Bolsonaro (2019-2022). Outro ponto revelado pelo site é que verbas da Abin seriam usadas para pagar informantes em comunidades do Rio de Janeiro.

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