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A verba publicitária da Petrobras teve a ver com a demissão de Castello Branco?

Artigo publicado pelo jornalista Merval Pereira ontem à noite no site de O Globo está criando polêmica no dia de hoje (22). O título do artigo é sobre a resistência que os conselheiros da Petrobras fariam se o governo tivesse a intenção de mudar a política de preços da empresa. O texto discute o assunto por quatro parágrafos. Nas últimas linhas, entretanto, surge a informação que causa discussões desta manhã – a de que ex-presidente da estatal havia recusado pedido do governo em destinar uma verba de R$ 100 milhões a duas emissoras de TV (outras versões, veiculadas há pouco, já falam em mais uma outra rede de televisão).

É preciso apurar se isso de fato é verdade. Se comprovada, essa informação dá uma perspectiva totalmente diferente para a demissão de Castello Branco. Além disso, reabre outro tipo de discussão.

Desde a campanha de 2018, o núcleo bolsonarista afirmava que o governo federal deixaria a TV Globo sem verbas publicitárias (algo que já ocorria desde que o grupo Globo havia divulgado as fitas com a gravação da conversa entre o então presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista). E, de fato, riscou a emissora do Jardim Botânico da maior parte de suas campanhas.

Conforme a TV dos Marinho começou a esquentar as críticas ao governo de Jair Bolsonaro, a explicação dos apoiadores do governo foi a de que isso só estava acontecendo porque o governo não anunciava lá.

Talvez o governo pense dessa forma porque acredite estar comprando, com verbas publicitárias, uma cobertura jornalística mais positiva. Embora das emissoras citadas por Merval Pereira tenham de fato uma boa vontade flagrante com o governo, não se pode dizer que a totalidade da cobertura seja feita de acordo com os interesses do Planalto. Ou seja, mesmo nessas reações, há jornalistas preocupados em noticiar o que está acontecendo, sem se preocupar com as reações da Secretaria de Comunicação do governo.

É uma pena que se acredite que a integridade jornalística possa ser comprada em pleno século 21. Veículos venais existem praticamente desde o início da imprensa – mas nem todos podem ser comprados. Para finalizar, um disclaimer, antes que perguntem: MONEY REPORT não recebe nenhum tostão do governo federal e sequer é registrado na SeCom em Brasília. Por ser um órgão de imprensa que emite opiniões, defendendo a agenda liberal, a iniciativa privada e o empreendedorismo, MR prefere não receber dinheiro oficial, seja de autoridades federais, estaduais e municipais.

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