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Autoridades eleitorais não encontram indícios de fraude contra Trump

Os voluntários e funcionários que apuram os votos nos Estados Unidos seguem contestados pelas alegações do presidente Donald Trump, derrotado em uma suposta fraude eleitoral da qual não consegue apresentar provas. Trump afirma que foi reeleito, mas o resultado foi comprometido por ações ilegais do partido Democrata.

Ao apurar os fatos, a imprensa americana até revelou uma falsa acusação que favoreceria Trump. Nesta terça-feira (10), o jornal The Washington Post publicou que o funcionário do Serviço Postal dos Estados Unidos (USPS), Richard Hopkins, admitiu ter forjado evidências de fraude na contagem do condado de Erie, na Pensilvânia, onde Biden conquistou os votos que faltavam para ganhar todos os delegados daquele estado.

De início, Hopkins disse que um supervisor dos Correios mandou os funcionários adulterar o horário de chegada de algumas cédulas para torná-las válidas. Nos EUA, o voto pelo correio é permitido, mas obedece regras estaduais. Na Pensilvânia, apenas os votos postados até 3 de novembro podem ser ser considerados. 

Quando o caso surgiu, o senador republicano pela Carolina do Sul, aliado de Trump e líder do Comitê Judiciário do Senado, Lindsay Graham, pediu uma investigação federal. Quando a mentira foi derrubada, o procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, pediu prudência, mas autorizou investigações federais em um assunto que costuma ser tratado pelos estados. A atitude fez Richard Pilger, a principal autoridade eleitoral do Departamento de Justiça, apresentar sua renúncia. Em sua carta de despedida, Pilger criticou Barr ao afirmar que há 40 anos o departamento segue uma política não interferir nas eleições, com investigações criminais ficando para após a homologação dos resultados, o que deve ocorrer até 8 de dezembro. Depois, o colégio eleitoral terá até 14 de dezembro para se reunir e eleger formalmente Biden.

O jornal The New York Times também contribuiu. Nesta terça-feira (10), publicaram as respostas de altos funcionários eleitorais de 45 estados sobre as alegações de Trump. Não foram registrados problemas relevantes na votação e na apuração. O democrata Steve Simon, secretário estadual de governo e maior autoridade eleitoral de Minnesota, afirmou: “Não conheço um único caso em que alguém reclamou que um voto foi contado ou não”. O porta-voz do secretário de governo do Kansas, Scott Schwab, republicano, foi na mesma linha: “Não experimentei nenhum problema sistemático generalizado com fraude eleitoral, intimidação, irregularidades ou problemas de votação.”

Mesmo assim, as denúncias dos advogados de campanha de Trump continuam também na Geórgia, Wisconsin, Minnesota e Arizona. Na Pensilvânia, o secretário estadual de governo e sete condados foram alvos de ações. O procurador-geral estadual de Justiça, Josh Shapiro, alertou por meio de nota de seu gabinete: “Muitas das reivindicações já foram rejeitadas. Repetir esses falsos ataques é imprudente”.

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