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A fábrica de dossiês de Daniel Vorcaro

Da redação
10 de julho de 2026

A Polícia Federal intensificou as investigações sobre a chamada “fábrica de dossiês” ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo, o esquema reunia publicitários, influenciadores, hackers e até um braço armado, operando com características de organização criminosa de alto grau de periculosidade e contornos de máfia.

A nova fase da operação Compliance Zero teve como alvo o publicitário Thiago Miranda, apontado como responsável por recrutar influenciadores pagos com recursos oriundos das fraudes do Master. O objetivo era atacar órgãos públicos e jornalistas, além de manipular conteúdos em redes sociais e veículos de comunicação, elevando artificialmente avaliações de aplicativos e derrubando reportagens negativas. Caso os profissionais sondados se recusassem a participar, poderiam ser ameaçados com a divulgação de dados sigilosos.

De acordo com a PF, o grupo de Miranda tinha o mesmo modo de agir da “milícia privada” de Vorcaro, baseada em intimidação, coação e violação de privacidade. Outros núcleos também foram identificados: a “Turma”, formada por policiais aposentados e bicheiros, responsável por ameaças presenciais e acessos indevidos a sistemas governamentais; e “Os Meninos”, hackers encarregados de ataques cibernéticos e monitoramento ilegal.

Os investigadores destacam que todos os grupos operavam de forma coordenada para proteger Vorcaro e evitar que as fraudes do Banco Master viessem à tona. A Procuradoria-Geral da República identificou indícios de uma rede capilarizada, com núcleos informacionais e de intimidação, reforçando a gravidade do caso.

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