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A crise é de Moro – não do governo

Conforme o mercado abriu suas portas virtuais nesta segunda-feira, a dúvida que estava na cabeça dos operadores desde a noite de domingo, quando as discussões sobre o vazamento de mensagens trocadas entre Sergio Moro e membros da Operação Lava-Jato ganharam as redes sociais, foi se dissipando.

A Bolsa caiu um pouco, é verdade, mas a cotação do dólar continuou sua trajetória de baixa.  A B3 registrava uma variação de – 0,38 % às 15:05, enquanto o a cotação do dólar ficava em R$ 3,86, estável.

No início da tarde, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foi taxativo ao informar que o caso Moro/Dallagnol não iria interferir na votação das reformas. Ou seja, a agenda econômica está preservada.

Por essa e por outras que é possível concluir que esta crise é de Moro – não do governo. Deve interferir em sua indicação à posição de Ministro do STF e até consumir algum capital político na corrida pela presidência em 2022. Mas não resvala no governo. Os grampos são ilegais e não podem ser utilizados em nenhum processo para soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou anular o pleito de 2018. Mas podem minar a credibilidade do ministro, que por sua atuação no processo da Lava-Jato, entrou na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo, da revista Time, e foi escolhido em 2018 a “Pessoa do Ano”, pela Brazilian-American Chamber of Commerce.

Ainda falta um par de horas para o encerramento dos mercados. Voltaremos com uma atualização.

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