Dessa vez Alfredo Soares avalia que o varejo ainda usa a ferramenta mais para dados de operação do que para interpretar o cliente, o que melhoraria resultados
Depois de acompanhar a NRF 2026, em Nova York, Alfredo Soares destacou que a inteligência artificial deixou de ser inovação para se tornar infraestrutura essencial na arquitetura dos negócios de varejo. Ainda assim, o setor segue usando a tecnologia de forma concentrada na eficiência operacional, o que já pode ser considerado um erro.
Segundo o publicitário, empreendedor e fundador da Xtech (hoje Vtex) e do G4 Educação, cerca de 80% das aplicações de IA no varejo ainda estão voltadas à operação, como ganho de margem, logística e precificação, enquanto a experiência do cliente e a interpretação de comportamentos prévios que poderão evoluir para novas tendências segue subaproveitado.
“O varejo está gastando muito mais tempo usando inteligência artificial para melhoria operacional do que para criar alguma entrega extra para o cliente”, afirmou.
Para Soares, o uso da IA pode ser dividido em três frentes: operação, atendimento e experiência. A primeira avança, enquanto o atendimento começa a ganhar protagonismo.
“Hoje a busca é muito mais por atender melhor o cliente do que por inventar experiências”, destacou.
Outro ponto central debatido na NRF foi a mudança no perfil dos times. Em vez de áreas isoladas de IA, cresce a valorização de profissionais IA first, aqueles que trabalham com inteligência artificial integrada à rotina.
“IA não é mais inovação. É modelo de trabalho, como Excel ou inglês dentro das empresas”, disse.
A mensagem é direta: IA virou padrão. Quem não incorporar isso rapidamente arrisca ficar para trás.
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