PATROCINADORES

Vale vê demanda global de metais sustentada por IA e eletrificação

Lucas Andrade
17 de julho de 2026
CFO da mineradora destaca os novos motores de crescimento

O BTG Pactual destacou em relatório a entrevista concedida pelo CFO da Vale, Marcelo Bacci, à Barron’s. O executivo afirmou que a nova onda de investimentos globais em infraestrutura de inteligência artificial, eletrificação e capacidade industrial cria um cenário favorável para a demanda de metais, especialmente ferro e cobre. Ele ressaltou que Índia, Sudeste Asiático e África devem ganhar relevância como motores adicionais de crescimento, enquanto a China mantém consumo estável de aço, mesmo diante da crise imobiliária, sustentada por manufatura, infraestrutura e exportações.

Sobre o cobre, Bacci observou que o crescimento da oferta está cada vez mais difícil devido à queda na qualidade do minério e depósitos mais complexos, o que pode exigir preços estruturalmente mais altos para viabilizar novos projetos. O CFO também comentou que o conflito no Oriente Médio elevou custos de combustível e frete, mas que a Vale está protegida por hedge e contratos que cobrem cerca de 90% a 95% das remessas previstas para 2026. Ele reafirmou ainda o compromisso com cerca de US$ 6 bilhões anuais em investimentos, principalmente para ampliar a produção de cobre, mantendo a dívida líquida dentro da faixa de US$ 10 a US$ 20 bilhões. O excesso de caixa pode continuar sendo direcionado a dividendos ou recompras de ações.

O BTG Pactual avaliou que as declarações estão alinhadas à estratégia recente da companhia. O banco projeta preços de ferro entre US$ 90 e US$ 100 por tonelada no médio prazo, sustentados por restrições de oferta e pela estabilidade da demanda chinesa. Para o cobre, o cenário segue positivo, impulsionado pela transição energética e pela digitalização. Já o níquel, embora com fundamentos fracos no momento, estaria próximo de um piso cíclico. O relatório também reconhece pressões de custos no curto prazo, mas espera melhora no segundo semestre.

O BTG reiterou recomendação de compra para a Vale, destacando que a ação negocia a 4,2 vezes EV/EBITDA estimado para 2026 e oferece um yield de fluxo de caixa livre próximo de 9%, com desconto relevante frente às mineradoras australianas.

Gostou do conteúdo? Inscreva-se e receba a newsletter de MONEY REPORT

COMPARTILHE:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PATROCINADORES

Leia também

Em breve