Novo modelo militar brasileiro foi desenvolvido contra ameaças não tripuladas, como as usadas na Ucrânia e pelo Irã contra Israel
A Embraer revelou a nova versão do A-29 Super Tucano, caça leve agora adaptado ao combate de drones, sistemas não tripulados que se tornaram comuns em conflitos como o da Ucrânia e entre Irã-Israel. O avião agora incorpora sensores eletro-ópticos/infravermelhos, datalinks e armamentos guiados por laser e computador para rastreio, identificação e abate com precisão destas ameaças, que são de pequeno porte, voam baixo, em trajetórias sinuosas, sob mau tempo, na escuridão e até em velocidades reduzidas para enganar radares.
O novo conceito criado pelos brasileiros permite que operadores atuais ou futuros integrem rapidamente funções antidrone às unidades que voam o Super Tucano, sem necessidade de grandes modificações estruturais. Entre os destaques estão foguetes guiados por laser e metralhadoras de 12 milímetros ou de 7,62mm em casulos nas asas, otimizados para destruir alvos aéreos de pequeno porte em outros tipos de operações.
Para a Embraer, o desenvolvimento do novo caça turboélice surgiu da necessidade, já que inexistia até agora uma plataforma resistente e de baixo custo para enfrentar ameaças que podem ser montadas com eletrônicos de prateleira, um motor barato, guiagem por GPS e capacidade de transportar dezena de quilos de explosivos.
Com quase 270 exemplares operados por 22 forças aéreas em diferentes versões, o A-29 opera a partir de pistas não pavimentadas e bases avançadas em ambientes austeros, somando mais de 600 mil horas de voo, muitas delas em combate real, como contra as FARC, na Colômbia, em 2007 e 2008, contra o Taleban, no Afeganistão, em 2016 e 2017, e na interceptação de aeronaves do tráfico de drogas que invadem o espaço aéreo brasileiro, desde 2009.
A aeronave foi criada para atuar como treinador avançado para pilotos de cação a jato, ganhando versões de apoio aéreo aproximado, interdição, vigilância e reconhecimento (ISR), patrulha e escolta aérea em conflitos de baixa e média intensidade. Em 2023, a Embraer lançou o A-29, configurado para os padrões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Europa.
O Super Tucano uma aeronave militar e não foi criada para lidar contra drones comerciais, como os usados pelo tráfico de drogas nas favelas do Rio.
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