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Suzano combina liderança e geração de caixa, mas depende do ciclo da celulose

Rodrigo Dias
5 de maio de 2026
Relatório do BTG Pactual destaca vantagem competitiva da companhia, mas alerta para riscos ligados à oferta global e volatilidade de preços

A Suzano segue como uma das principais apostas no setor de papel e celulose, sustentada por sua posição de liderança global e forte geração de caixa, segundo análise do BTG Pactual. O banco ressalta que a companhia combina escala, eficiência operacional e vantagens de custo relevantes, o que permite atravessar diferentes fases do ciclo com maior resiliência que seus pares.

Ainda assim, o desempenho das ações permanece fortemente atrelado ao comportamento dos preços da celulose no mercado internacional. De acordo com o BTG, o setor vive uma dinâmica cíclica, com períodos de alta seguidos por normalização, enquanto a entrada de nova oferta global pode pressionar os preços no médio prazo, apesar da demanda ainda robusta, especialmente vinda da Ásia.

No campo financeiro, a Suzano se destaca pela consistente geração de fluxo de caixa livre e por uma alocação de capital considerada disciplinada, com foco em desalavancagem, remuneração aos acionistas e eventuais recompras. A alavancagem, porém, segue no radar dos investidores, sobretudo após ciclos intensos de investimento em expansão de capacidade.

Para o banco, o valuation da companhia depende diretamente do momento do ciclo: tende a ser mais atrativo em períodos de baixa de preços da celulose e menos favorável em momentos de pico. Assim, embora reconheça a qualidade do ativo, o BTG reforça que o investimento na Suzano exige atenção ao timing, dado seu caráter estruturalmente sólido, mas intrinsecamente cíclico.

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