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Starlik atrapalha a busca por asteroides

A comunidade astronômica alerta que desde o lançamento da Starlik (serviço de internet via satélite de órbita baixa) pela SpaceX, as observações vêm sendo prejudicadas, por estarem muito próximos da Terra. Segundo pesquisadores do Instituto de Tecnologia da California (Caltech), os satélites de Elon Musk (imagem) bloquearam 20% das imagens. Foram identificados mais de 5.300 rastros nas observações, entre novembro de 2019 e setembro de 2021.

As preocupações não param por aí. Atualmente, a Starlink conta com 1.800 satélites em órbita autorizados pela Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), mas a previsão é que mais 12 mil sejam lançados. Além da empresa de Musk, observatórios globais se preocupam com a concorrência, já que a OneWeb e Amazon (projeto Kuipe) e a China também tem a mesma ambição.

Telecomunicações

Serviços via satélite, como os da Viasat, se baseiam em órbitas geoestacionárias, a 35.786 km de altitude. Nessa distância, definida por Arthur C. Clarke, o satélite leva 24 horas para dar uma volta completa na Terra, sempre no mesmo ponto. Já os da Starlink, podem se posicionar muito mais baixo, altitude média de 550 km, podendo ser ajustados para menos, a depender das circunstâncias, se movendo mais rápido que a Terra. Por esse motivo, ficam no rastro das observações astronômicas.

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