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Sobre o ataque do Antagonista ao BTG Pactual

O alvoroço criado pela publicação de um texto apócrifo, produzido em 2016, no site “O Antagonista” mostra que as bolsas podem ser sacudidas hoje por bobagens sem a menor consistência. O relatório da Polícia Federal divulgado ontem sobre o BTG Pactual não faz parte de nenhuma denúncia ou gerou investigações e diligências, segundo advogados consultados por Money Report. A peça é basicamente um relato de operações de planejamento tributário que supostamente teriam sido realizadas pelo banco. Contudo, há dois poréns neste raciocínio. O primeiro é que bancos não entram neste tipo de seara, de exclusividade dos escritórios de advocacia. Além disso, os tributaristas ouvidos por MR são unânimes em afirmar que tais transações são absolutamente inexequíveis e ficariam expostas nas demonstrações financeiras da instituição. Assim, fica uma pergunta diante desta situação, já que um banco como o BTG teve contas e balanços examinados com lupa pelas autoridades reguladoras do mercado financeiro desde 2016. Como é que essas autoridades não encontraram nada de errado nas demonstrações financeiras? Seguramente, não foi por falta de empenho ou competência. Ou seja, só resta uma alternativa: não se encontrou nada porque não havia nada a ser encontrado. A interpretação de MR sobre o caso é igual à de vários analistas do mercado, como se pode ver neste artigo da Empiricus (clique aqui para ler).

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