Companhia amplia base de equipamentos gerenciados, aposta em economia circular e estreia loja online voltada ao consumidor final
A Simpress, empresa brasileira especializada em outsourcing de equipamentos de tecnologia da informação, registrou receita bruta de R$ 1,8 bilhão em 2025, avanço de 11% em relação ao ano anterior. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo modelo de hardware como serviço, que inclui locação, venda e gestão de dispositivos como notebooks, smartphones e impressoras.
No período, a companhia ultrapassou a marca de 800 mil equipamentos sob gestão — alta de 14% — atendendo médias e grandes empresas em todo o país. Em 2019, esse volume era inferior a 200 mil dispositivos, evidenciando a expansão acelerada do modelo nos últimos anos.
Segundo o CEO Vittorio Danesi, a busca por previsibilidade de custos, segurança operacional e atualização tecnológica tem levado empresas a substituir a compra direta de equipamentos pelo outsourcing. A estratégia também permite que áreas de TI foquem em atividades consideradas mais estratégicas para o negócio.
Atualmente, a Simpress soma mais de 3,2 mil clientes, incluindo sete das dez maiores empresas do país. Embora a terceirização de impressão continue relevante, novas frentes — como PCs, mobilidade e automação — já respondem por 62% dos contratos fechados recentemente. Em 2021, essa participação era de 15%.
O outsourcing de notebooks e computadores foi o principal motor de expansão em 2025, com crescimento de 30% e mais de 330 mil equipamentos instalados. Já a locação de tablets, smartphones e dispositivos de automação avançou cerca de 33% no período, enquanto o segmento de impressoras registrou alta de 5%.
Economia circular e entrada no varejo
A empresa também passou a atuar diretamente no mercado consumidor com o lançamento da Simpress Shop, loja online que comercializa equipamentos remanufaturados, como notebooks, smartphones e impressoras, com garantia e suporte técnico. A iniciativa integra a estratégia de economia circular da companhia, voltada à redução do descarte eletrônico e à ampliação do acesso à tecnologia.
Os dispositivos vendidos passam por revisão e testes no centro de serviços da empresa em Santana de Parnaíba (SP), onde são preparados para reinserção no mercado, seja em novos contratos corporativos ou na venda direta ao consumidor.
A expectativa é encerrar o próximo ano com cerca de 50 mil equipamentos comercializados na plataforma e faturamento próximo de R$ 40 milhões. A projeção da empresa é atingir até 200 mil unidades vendidas online em dois a três anos e alcançar receita total de R$ 2 bilhões até 2027
