Investimento prevê duas unidades de produção a partir de 2030 e inclui retomada de fábrica de fertilizantes em MS
A Petrobras aprovou a segunda etapa do projeto Sergipe Águas Profundas (Seap), na Bacia Sergipe-Alagoas, consolidando um pacote de investimentos estimado em R$ 60 bilhões. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da estatal e comunicada ao mercado nesta terça-feira (14).
Com a aprovação do Seap I — somada à do Seap II, já autorizada em dezembro de 2025 —, a companhia avança na construção de duas plataformas do tipo FPSO (navio-plataforma), com início de produção previsto para 2030. A expectativa é que os projetos, juntos, ultrapassem 1 milhão de barris de óleo equivalente por dia.
Segundo a Petrobras, o empreendimento é estratégico para ampliar a oferta de gás natural no país, fortalecer a infraestrutura energética e abrir uma nova fronteira de produção no Nordeste.
As plataformas serão contratadas no modelo Build, Operate and Transfer (BOT), no qual a empresa responsável constrói e opera os ativos antes de transferi-los à estatal. A holandesa SBM Offshore será encarregada da construção das unidades, que terão capacidade para produzir até 240 mil barris de petróleo por dia e processar 22 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente.
O projeto também prevê a perfuração e interligação de 32 poços, além da construção de um gasoduto de aproximadamente 134 quilômetros — sendo 111 km no mar e 23 km em terra. A Petrobras informou ainda que já está em andamento a licitação para fornecimento de equipamentos submarinos e que novos processos devem ser iniciados ao longo de 2026.
Retomada de fertilizantes
Além do avanço no segmento de óleo e gás, a estatal confirmou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III), em Três Lagoas (MS), após revisão da viabilidade econômica do projeto.
A planta, cuja construção havia sido interrompida no governo anterior, terá capacidade para produzir cerca de 3.600 toneladas diárias de ureia e 2.200 toneladas de amônia. Parte da produção será destinada aos principais polos do agronegócio, como Mato Grosso, Goiás, Paraná e São Paulo.
Segundo a Petrobras, a localização da unidade é estratégica para atender à demanda crescente por fertilizantes no país, reduzindo a dependência de importações e aumentando a segurança no abastecimento.
