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OMS classificará adoçante da Coca Zero como potencial cancerígeno

Da redação
29 de junho de 2023
Aspartame pode ser incluído na lista de substâncias de risco em julho, quando pesquisadores divulgarem uma segunda análise

A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) está prestes a classificar como potencialmente cancerígeno o aspartame, um dos adoçantes artificiais mais utilizados globalmente. Essa decisão deve ser anunciada em 14 de julho pela entidade, que é ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), de acordo com a agência Reuters.

Essa classificação foi determinada após uma reunião de especialistas externos responsáveis por avaliar a periculosidade da substância com base em todas as evidências publicadas. O aspartame é comumente encontrado em sachês e gotas nos bares e restaurantes brasileiros para adoçar sucos e cafés, além de estar presente em produtos como a Coca-Cola Zero, refrigerantes zero em geral e doces.

Importante ressaltar que essa classificação não estipula a quantidade de aspartame que pode ser consumida com segurança. Essa informação é de responsabilidade do Comitê Misto FAO/OMS de Especialistas em Aditivos Alimentares (JECFA), que reúne pesquisadores ligados à Organização das Nações Unidas (ONU).

O JECFA também realiza uma análise sobre as consequências do uso do aspartame que deve ser divulgado no mesmo dia em que a IARC anunciará a classificação.

Um porta-voz da IARC afirmou que os detalhes são confidenciais, porém, ressaltou que as conclusões representam “o primeiro passo fundamental para compreender a carcinogenicidade” do adoçante.

Enquanto isso, Frances Hunt-Wood, secretária-geral da Associação Internacional de Adoçantes (ISA, na sigla em inglês), expressou sérias preocupações em relação à revisão da IARC e afirmou que essa mudança “pode confundir os consumidores”. A Coca-Cola é uma das empresas associadas à ISA.

“É importante ressaltar que a IARC não é uma entidade de segurança alimentar e sua revisão do aspartame não é abrangente cientificamente, sendo baseada principalmente em pesquisas desacreditadas”, declarou o secretário.

Este tipo de situação não é uma novidade e pode gerar embates prolongados, assim como ocorreu quando a indústria de tabaco se recusou a considerar seus produtos cancerígenos.

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