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Marfrig reduz alavancagem após concluir venda da americana Keystone

A Marfrig Global Foods, a segunda maior produtora de carne bovina do mundo, acaba de concluir um negócio que reduzirá significativamente seu índice de alavancagem financeira. A empresa anunciou na sexta-feira o final do processo da venda da Keystone Foods para a Tyson Foods.

Com o negócio, a Marfrig reduziu seu índice de alavancagem (dívida líquida em relação ao Ebitda ajustado) de 4,19 vezes para cerca de 2,5. Ou seja, sua dívida líquida era equivalente a 4,19 vezes o Ebitda e reduziu-se agora para aproximadamente 2,5. “Com isso, cumprimos o compromisso firmado em 2013, que seria o de reduzir a alavancagem no quinquênio que se encerraria em 2018”, afirma Eduardo Miron, CEO da Marfrig Global Foods.

O ano de 2018 foi movimentado na empresa. Antes da venda da Keystone, a Marfrig havia adquirido 51% da National Beef, baseada em Kansas, por US$ 969 milhões, a quarta maior produtora de proteína de bois nos Estados Unidos. Foi justamente esta aquisição que levou a Marfrig a ocupar o segundo posto no ranking mundial da carne vermelha.

O negócio de beef da Keystone continua sob o controle da Marfrig. Constituirá uma nova companhia, que passa a se chamar Ohio Beef US, LLC. A empresa, agora, deverá continuar a investir nos produtos de valor agregado, com a planta de hambúrgueres, que é uma importante fornecedora do canal de food service nos EUA.

As unidades da Marfrig baseadas nos Estados Unidos atendem o mercado interno e externo. “Os americanos têm um gosto diferente do brasileiro e preferem uma carne mais marmorizada e macia”, acredita Miron. “Já o brasileiro prefere uma carne mais firme e com sabor”.

Miron acredita que o consumo de carne no mundo passará rapidamente por várias mudanças. Nos Estados Unidos, por exemplo, os chamados millennials vão elevar sua demanda por proteína orgânica, desenvolvida a partir de pasto. O mercado de food service, com lojas de conveniência, vai se multiplicar através da venda de porções pequenas. E um dos maiores mercados consumidores do mundo, a China, está mudando sua dieta e abrindo mais espaço em suas refeições para pratos à base de carne vermelha.

Para o ano que vem, o mercado não deve esperar movimentos audaciosos da Marfrig. “Grandes aquisições não estão em nosso radar”, adianta o CEO da empresa. “Nosso compromisso com o mercado é o de deixar o índice de alavancagem baixo”. Ele informa que o índice atingido com a venda da Keystone, próximo a 2,5, é o melhor entre as empresas do setor. Ou seja, o ano de 2019 será o de colher os louros de um movimento estratégico: ao elevar sua produção de bovinos e reduzir seus custos financeiros, a Marfrig tem tudo para começar o ano que vem com o pé direito.

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