Um estudo inédito da PwC sobre a adoção da inteligência artificial está prestes a ser divulgado e promete revelar o nível de maturidade das empresas em diferentes países. O levantamento mostra como a tecnologia vem sendo aplicada, quais caminhos estão sendo seguidos e onde ainda há espaço para evolução. O Brasil aparece abaixo da média global, o que indica que há muito a ser feito para alcançar os líderes internacionais.
“O Brasil precisa realizar um ‘homework’ importante: aprender, estruturar e se preparar melhor para aproveitar as oportunidades”, afirma Marco Castro, CEO da PwC Brasil.
Segundo ele, os brasileiros têm predisposição natural para adotar tecnologias inovadoras, mas ainda falta confiança das empresas nos resultados e uma estratégia sólida para implantação.
O relatório também aponta um cenário de ansiedade entre executivos. Muitos CEOs se veem pressionados a mostrar resultados rápidos, já que os investimentos em IA foram altos, mas os retornos ainda são limitados. A velocidade com que novas soluções surgem e superam as anteriores aumenta a insegurança sobre onde investir.
Estratégias equivocadas e vencedoras
Internamente, avalia o executivo da PwC Brasil, grande parte das empresas tem usado a IA apenas para automatizar processos e reduzir custos. Para Marco Castro, essa é uma visão limitada.
“Os líderes globais e nacionais em IA são justamente aqueles que revisaram suas estruturas e processos, abandonaram práticas que não faziam mais sentido e passaram a coordenar a adoção da IA de ponta a ponta”, explica.
Conforme o estudo, apenas 12% das empresas nacionais analisadas conseguiram reduzir custos e, ao mesmo tempo, ampliar receitas.
Embora o número ainda seja pequeno, o CEO da PwC Brasil sinaliza um horizonte de oportunidades. “Empresas que melhor usam IA podem até explorar novos negócios”, afirma Marco Castro.
