Resultado permitiu que conglomerado apostasse em investimentos estratégicos de longo prazo de descarbonização e crescimento logístico
A A.P. Moller – Maersk divulgou nesta quarta-feira (9) os resultados obtidos ao longo de 2021. A gigante dos transportes marítimos aumentou sua receita em 55%, chegando a US$ 61,8 bilhões – um recorde desde sua fundação, em 1904. O indicador ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) triplicou para US$ 24 bilhões, enquanto o fluxo de caixa livre ficou em US$ 16,5 bilhões. A empresa apostou em investimentos estratégicos de longo prazo em descarbonização e crescimento logístico, paralela à distribuição de dividendos aos acionistas.
Os ganhos recordes, segundo a empresa de origem dinamarquesa, se devem às condições excelentes de mercado. “Dedicamos esforços tremendos para mitigar gargalos, expandindo a capacidade em todo o oceano, melhorando a produtividade nos terminais e aumentando nossa presença logística global”, argumentou o CEO Soren Skou.
Projeções
A expectativa da Maersk é que a situação do mercado continue até o segundo trimestre, com uma normalização no início do segundo semestre. A projeção é um ebitda subjacente de aproximadamente US$ 24 bilhões, um ebit (lucro antes de juros e imposto) de subjacente de US$ 19 bilhões e fluxo de caixa livre (FCF) acima dos US$ 15 bilhões.
Entre 2022 e 2023, são esperados em capex (investimentos) US$ 9 e 10 bilhões, respectivamente, impulsionados pelos crescimentos intensificados dos serviços de logística e investimentos em ESG. O capex de 2021 e 2022 foi mantido em US$ 7 bilhões.
