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Lucro da CBA cresceu 15% em 2022

Da redação
10 de março de 2023
Contudo, empresa registrou prejuízo de R$ 80 milhões no 4º trimestre

 A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) registrou lucro líquido de R$ 957 milhões em 2022, uma alta de 15% em relação ao ano de 2021. Segundo comunicado, foi um resultado recorde em um período desafiador para toda a indústria de alumínio.

A receita líquida consolidada avançou 5% na comparação anual, somando R$ 8,8 bilhões; o ebitda ajustado também foi recorde, de R$ 1,6 bilhão, a margem ebitda ficou estável em 18%; e o volume de alumínio vendido ficou praticamente estável em relação ao ano de 2021.  

Crise no quarto tri

Apesar dos bons resultados, a empresa registrou prejuízo de R$ 80 milhões no quarto trimestre de 2022. Com isso, a empresa reverteu o lucro de R$ 615 milhões reportado no mesmo período de 2021.

A CBA explica que houve impacto pela atualização da taxa de desconto do passivo ambiental (ARO) de Niquelândia e Itamarati, consequente reversão do impairment constituído e constituição de impairment de MRN, uma vez que a companhia está negociando a venda da participação.

“O controle acionário da Enercan, a partir de dezembro de 2022, passou a ser detido por outro acionista. Consequentemente, este investimento, que era apresentado linha a linha nas informações financeiras da CBA Energia, passou a ser contabilizado por equivalência patrimonial a partir de dezembro de 2022”, explica.

Já o ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 103 milhões no quarto trimestre, tombo anual de 79%. A margem ebitda ajustada contraiu 16 pontos percentuais, passando de 21% para 5%.

A variação dos principais ajustes no ebitda se referem principalmente a:

  • Reversão de impairment, principalmente pela atualização da taxa de desconto do passivo ambiental (ARO) de Niquelândia;
  • Reclassificação do investimento em MRN para ativo mantido para a venda, com o avanço nas negociações de desinvestimento por parte da CBA; e
  • Perda na venda de imobilizado do ativo de níquel de São Miguel Paulista.

O que MONEY REPORT publicou

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