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Leapmotor “pega carona” no Palmeiras e esquenta guerra das montadoras chinesas

Lorena Scavone Giron
6 de abril de 2026
Com patrocínio no uniforme, fábrica em Pernambuco e planos no Canadá, montadora da Stellantis usa o prestígio do Verdão como atalho para ganhar espaço no mercado brasileiro

No futebol, “pegar carona” costuma ser uma crítica aos oportunistas. Mas, no mundo dos negócios, é estratégia de mestre. A Leapmotor, marca chinesa controlada pela gigante Stellantis, oficializou nesta segunda-feira (06) o patrocínio das costas do uniforme do Palmeiras.

A jogada é clara: utilizar a exposição maciça do Verdão para acelerar o reconhecimento de uma marca que chegou ao Brasil no fim de 2025 e já demonstra “complexo de gigante”. O anúncio foi formalizado no Allianz Parque por Herlander Zola (Presidente da Stellantis América do Sul) e Everaldo Coelho (VP de Marketing do Palmeiras), sob o aval da presidente Leila Pereira, que destacou a busca do clube por parcerias que representem “evolução e visão de futuro”.



O 2º maior contrato do clube

O acordo com a Leapmotor não é apenas uma estampa na camisa; é um dos contratos mais lucrativos do alviverde atualmente. Válido por duas temporadas, o negócio pode render até R$ 50 milhões no total.

  • R$ 20 milhões fixos por temporada.
  • R$ 10 milhões adicionais por ano em metas vinculadas a projetos via Lei Federal de Incentivo ao Esporte.
  • Estreia: Prevista para esta quarta-feira, contra o Junior Barranquilla, pela Libertadores.

Com este aporte, o uniforme do Palmeiras ultrapassa a barreira dos R$ 300 milhões anuais em receitas comerciais, consolidando o clube como a maior vitrine do país. A Leapmotor assume o posto de segundo maior patrocínio do clube, atrás apenas da Sportingbet (R$ 100 milhões fixos).

De Pernambuco ao Canadá

Se o patrocínio dá visibilidade, a estrutura industrial dá o poder. A Stellantis está transformando a Leapmotor em sua ponta de lança global para veículos elétricos acessíveis, driblando barreiras comerciais com produção local:

  • Polo de Goiana (PE): A Leapmotor será a quarta marca produzida em Pernambuco. O SUV C10 inicia produção nacional ainda em 2026, seguido pelo B10 em 2027 (R$ 182.990).
  • Aposta no Canadá: A Stellantis discute fabricar modelos Leapmotor em Brampton (Ontário). A unidade seria a chave para entrar na América do Norte “fabricando em casa”, contornando as tarifas impostas a importados da China.
  • C16 no radar: Em 2027, a companhia lança o utilitário de seis lugares para brigar diretamente com o GWM Wey 07.


Sem ansiedade de autonomia

O grande trunfo para vencer a “batalha das baterias” é a tecnologia REEV (Híbrido em Série). Nela, o motor elétrico move as rodas, enquanto o motor a combustão funciona apenas como um gerador para a bateria.

Para Herlander Zola, essa é a solução ideal para mercados continentais: oferece a experiência de um carro elétrico sem o medo de ficar parado na estrada, já que o motorista pode simplesmente abastecer com gasolina para gerar energia.

Raio-X da Camisa do Palmeiras (Valores Fixos/Ano)

D’Italia Panelas: R$ 4 milhões

Sportingbet: R$ 100 milhões

Puma: ~R$ 50 milhões

Leapmotor: R$ 20 milhões

Cimed: R$ 20 milhões

Sil: R$ 11 milhões

Uniasselvi: R$ 8 milhões

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