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JP Morgan, o homem que bancou o capitalismo americano

A trajetória empresarial de John Pierpont Morgan se confunde com a própria história dos Estados Unidos. À frente do JP Morgan, o empresário ajudou a construir um conglomerado financeiro e industrial que participou ativamente do desenvolvimento econômico do país.

Herdeiro do banco J. S. Morgan, que passou a ser chamado com suas iniciais em 1895, o americano acumulou fortuna ao financiar empresas, transformando-as em líderes de mercado. O processo de compra e reestruturação das companhias foi chamado de “Morganization”. O modelo garantia o domínio do mercado através da aquisição de concorrentes.

Um exemplo disso foi a criação da U.S. Steel, em 1901. Primeira companhia do mundo a valer mais de US$ 1 bilhão (cerca de US$ 42 bilhões em valores atuais), a siderúrgica surgiu após o banco comprar a Andrew Carnegie e combiná-la a 33 empresas. O JP Morgan também foi responsável pela fusão da Edison Electric — do inventor da lâmpada, Thomas Edison — com a Thompson-Houston Electric, que deu origem à General Electric. No setor de transportes, o magnata chegou a controlar 60% das ferrovias no território americano.

A atuação da companhia, contudo, foi além do mundo corporativo. Ao lado de outras instituições financeiras, o banco liderou um movimento no fim do século XIX para resgatar o Tesouro dos EUA, que atravessava uma crise de confiança. Como o dólar era atrelado ao ouro, o grupo importou US$ 62 milhões do metal para recuperar a confiança na moeda do país. Em 1907, o JP Morgan usou os próprios recursos para socorrer a cidade de Nova York e diversas empresas em dificuldades financeiras, afetadas pelo crash da bolsa de valores no mesmo ano.

Entre as frases conhecidas de JP Morgan, uma resume o seu modo de pensar e o sucesso na carreira.

“Vá até onde sua vista alcançar. Quando chegar lá, você será capaz de enxergar ainda mais longe.”

O empresário também deixou um legado importante na cultura, sendo o grande patrono do Metropolitan Museum of Art, em Nova York. Colecionador de arte, ele doou obras e dinheiro para transformar o local em um dos principais museus do mundo.

O banco, que passou a se chamar JP Morgan Chase após a fusão com o Chase Manhattan, é hoje a segunda maior empresa financeira de capital aberto do planeta, com valor de mercado de US$ 368,5 bilhões. O lucro líquido da companhia foi de US$ 32,5 bilhões em 2018.

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