Nova companhia terá participação de 50% para cada grupo e reunirá ativos de produção, processamento e comercialização no Brasil e no exterior
A JBS e a Viva Holding assinaram um acordo para unir seus negócios de couro em uma nova companhia, batizada de JBS Viva. A operação, anunciada inicialmente em novembro do ano passado, ainda depende do cumprimento de condições previstas no contrato e não tem data definida para ser concluída.
Após o fechamento da transação, cada grupo terá participação de 50% na nova empresa.
Antes da conclusão, as companhias passarão por reorganizações societárias para concentrar os ativos que integrarão a JBS Viva. A JBS transferirá seus negócios de couro para a JBS Couros, que depois será incorporada à nova empresa.
No caso da Viva, os ativos e atividades que não fazem parte da operação serão separados previamente.
A governança também será dividida igualmente. O Conselho de Administração poderá ter até seis integrantes, sendo três indicados pela JBS e três pela Viva.
O que entra na nova empresa
A JBS Viva reunirá ativos da JBS ligados à produção de couros no Brasil e em determinadas operações no exterior.
Do lado da Viva, serão incorporados negócios relacionados à produção de couro e à fabricação e comercialização de produtos químicos usados no processamento do material.
Alguns ativos, porém, ficarão fora da transação. Entre eles estão os negócios de colágeno e gelatina das duas empresas, além da operação de couros da JBS em Cactus, no Texas, e das unidades localizadas na Alemanha, Uruguai e México.
Acordo prevê fornecimento entre as empresas
A operação também estabelece contratos de fornecimento entre a JBS e a futura JBS Viva.
A JBS fornecerá couro cru produzido por seus frigoríficos no Brasil para a nova companhia. Em contrapartida, a JBS Viva venderá à JBS aparas e raspas geradas durante o processamento do couro.
Esses materiais serão destinados à produção de gelatina, colágeno e outros produtos relacionados.
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