Desempenho consistente das investidas e avanços na gestão de passivos marcam o período, reforçando a disciplina de capital da holding
A Itaúsa reportou ao mercado seu melhor resultado histórico trimestral, atingindo lucro líquido recorrente de R$ 4,1 bilhões no terceiro trimestre deste ano, alta de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a holding, o desempenho reflete a consistência do portfólio e a disciplina financeira, mesmo em um cenário global de crescimento moderado.
Na avaliação de Alfredo Setubal, CEO e diretor de Relações com Investidores da Itaúsa, o desempenho do trimestre é resultado direto da disciplina na alocação de capital e da resiliência de um portfólio diversificado. “Mesmo diante de um cenário global desafiador, a Itaúsa reafirma sua capacidade de entregar resultados consistentes, sustentados por uma governança sólida e pela proximidade estratégica com nossas investidas. Essa combinação nos permite crescer de forma sustentável, gerar valor de longo prazo para nossos acionistas e fortalecer a credibilidade que marca a trajetória da companhia”, destaca.
O conjunto das empresas investidas apresentou resultados consolidados 7,2% superiores em relação ao ano anterior, com o setor não financeiro registrando um crescimento de 4,4%.
O Itaú Unibanco foi o principal destaque, mantendo sua performance robusta. O banco apresentou crescimento em todos os segmentos da sua carteira de crédito no Brasil, ao mesmo tempo em que manteve o custo de crédito e os índices de inadimplência sob controle.
O crescimento de 4,4% do segmento não financeiro foi impulsionado principalmente pelos resultados crescentes da Aegea, Alpargatas, Motiva e NTS.
A Aegea e a Motiva apresentaram crescimento de receita e melhor resultado operacional em função de reajustes tarifários contratuais, aumento do volume e novas concessões, mesmo diante de maior despesa financeira pelo aumento da Selic média no período. A Alpargatas continuou apresentando resultados crescentes, beneficiada por um melhor mix de produtos e rigoroso controle de custos.
A Copa Energia manteve seus resultados estáveis. A Dexco, apesar da boa performance da Divisão de Madeira, teve seus resultados negativamente impactados pelos desafios ainda enfrentados no mercado de revestimentos cerâmicos, pela piora no resultado financeiro e pela parada programada de manutenção da LD Celulose.
Por fim, o resultado que a Itaúsa incorpora da NTS (mensurado a valor justo) foi positivamente impactado por maiores proventos pagos pela investida no período.
Remuneração
Nos últimos 12 meses, o TSR (Retorno Total ao Acionista) da Itaúsa atingiu 21,1%, superando importantes benchmarks do mercado, como o S&P 500 (+16,1%), CDI (+13,3%) e Ibovespa (+10,9%). Esse desempenho, segundo a companhia, reflete a consistência da estratégia e o compromisso em gerar valor sustentável para os acionistas, mesmo em um ambiente econômico desafiador. Foram distribuídos R$ 3 bilhões em proventos relativos aos nove primeiros meses de 2025, representando um crescimento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior e dividend yield de 8,9%.
