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Hospital inteligente do SUS usará IA e 5G em atendimentos

Da redação
19 de novembro de 2025
Novo prédio do HC da USP terá triagem guiada por inteligência artificial e ambulâncias conectadas por 5G; obra começa em 2026 e pretende dobrar a capacidade de urgências do complexo

O primeiro hospital inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS) começará a ser construído em 2026 dentro do complexo do Hospital das Clínicas da USP. O novo Instituto Tecnológico de Emergência será erguido do zero e incorporará inteligência artificial (IA) e conectividade 5G para acelerar diagnósticos, integrar equipes e reduzir o tempo entre a chegada do paciente e o início do tratamento.

Com abertura prevista entre 2028 e 2029, o instituto nasce com a missão de dobrar a capacidade de urgências e emergências do HC, reorganizar fluxos e servir como modelo nacional de hospitais inteligentes.

Proposta do hospital inteligente é transformar o fluxo do HC da USP numa cadeia digital contínua (Imagem: Divulgação)



Triagem será guiada pela gravidade do caso

Hoje, a admissão de pacientes no HC envolve regulação lenta, telefonemas e trocas de e-mails. O projeto propõe substituir esse processo por uma cadeia digital contínua:

  • Ambulâncias conectadas por 5G enviarão automaticamente sinais vitais, exames, imagens e localização ao hospital durante o trajeto;
  • A IA analisará dados clínicos (idade, histórico, sintomas e exames) antes da chegada, cruzando-os com disponibilidade de leitos e especialidades;
  • O sistema indicará onde o paciente deve ser atendido e quais equipes devem ser acionadas com antecedência.

Segundo a idealizadora do projeto, Ludhmila Hajjar, os sistemas inteligentes reduzem subjetividade, aumentam precisão e antecipam decisões críticas. Pacientes graves devem ser os mais beneficiados, já que o tempo de espera para liberação de vagas pode praticamente desaparecer.

Investimento de R$ 1,7 bilhão e inspiração internacional

O Ministério da Saúde, o HC e o governo de São Paulo assinaram acordo para viabilizar o financiamento — estimado em R$ 1,7 bilhão — com apoio do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), presidido por Dilma Rousseff.

O modelo segue tendência já consolidada na China, que conta com cinco hospitais inteligentes de referência. Cerca de 70% das tecnologias virão de países do BRICS. O objetivo, no entanto, é nacionalizar soluções para o contexto do SUS, e não apenas importar modelos estrangeiros.

O instituto também seguirá padrões de sustentabilidade, com foco em baixo carbono, eficiência energética e reuso de água.

Expansão nacional

Além de fortalecer o HC, a nova unidade deve liberar o prédio central para cirurgias eletivas, consultas especializadas e reabilitação. O projeto faz parte de uma estratégia que prevê ainda 14 UTIs de alta precisão em todas as regiões do país.

Se o desempenho for positivo, o Ministério da Saúde planeja expandir o modelo para outras regiões do Brasil.

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