Marco Stefanini, fundador e CEO Global do Grupo Stefanini, aponta em artigo que a Hannover Messe 2026 representa uma oportunidade para o Brasil se posicionar como protagonista na transição energética e na modernização industrial. Como “País Parceiro” da feira, o Brasil tem a chance de mostrar não apenas seus recursos naturais e matriz energética competitiva, mas também sua capacidade de transformar esses ativos em vantagem industrial por meio de tecnologia, dados e inteligência artificial aplicada.
Stefanini destaca que o diferencial não está em possuir energia limpa ou minerais críticos, mas em integrar automação, analytics e IA para gerar eficiência, rastreabilidade e produtividade em cadeias complexas. Essa abordagem reforça o papel do Brasil como parceiro estratégico da Europa em um cenário global marcado por tensões logísticas e energéticas, onde resiliência industrial deixou de ser discurso e se tornou requisito.
Para o executivo, a agenda de eficiência se materializa em três frentes: inteligência artificial aplicada às operações, modernização pragmática da indústria e sustentabilidade como critério de decisão. Pequenas melhorias em consumo e produtividade já podem gerar impactos financeiros e ambientais significativos, especialmente em setores intensivos em energia.
“Mais do que uma vitrine, a Hannover Messe 2026 é um marco para consolidar o Brasil como parceiro estratégico mundial de longo prazo, capaz de entregar a eficiência e a resiliência que o mercado global exige. Para líderes industriais, a escolha é clara: não se trata de esperar pela próxima ruptura para reagir, mas de redesenhar agora a forma como produzimos e decidimos, transformando volatilidade em estratégia por meio de tecnologia aplicada e propósito”, afirma Stefanini.
