Mercado de carregadores residenciais deve ultrapassar R$ 3 bilhões nos próximos anos
O carro elétrico deixou de ser promessa e já redefine a rotina dos brasileiros. Com mais de 300 mil veículos eletrificados circulando no país, a pressão sobre a infraestrutura pública de recarga cresce, mas é dentro das residências que o movimento ganha força. Garagens de casas e condomínios estão se transformando em verdadeiros “postos particulares”, impulsionando um mercado bilionário de carregadores domésticos.
De janeiro a maio de 2026, foram emplacados cerca de 167 mil veículos eletrificados, um salto de 135% em relação ao mesmo período do ano anterior. A expectativa é que o setor bata novos recordes e ultrapasse a marca de 300 mil unidades vendidas até o fim do ano. Esse avanço acelera a demanda por soluções de recarga seguras e eficientes, tornando o carregamento residencial a alternativa mais prática e econômica para o consumidor.
“Estamos vivendo uma mudança estrutural na relação do brasileiro com o automóvel. O abastecimento deixa de acontecer exclusivamente nos postos e passa a fazer parte da rotina dentro de casa. A garagem está se transformando em um posto particular”, afirma Júnior Miranda, CEO da GreenV.
O mercado de recarga residencial já movimenta cerca de R$ 1 bilhão e deve ultrapassar R$ 3 bilhões nos próximos anos. Os chamados wallboxes, carregadores de parede com potências que vão de 7,4 kW a 22 kW, reduzem o tempo de recarga para poucas horas e começam a ganhar escala, com preços entre R$ 2.500 e R$ 8.000. A instalação elétrica, que varia de R$ 2.000 a R$ 5.000, também se torna prioridade nas residências, exigindo avaliação técnica para garantir segurança e eficiência.
Além da praticidade, o custo operacional reduzido é um dos principais atrativos. O quilômetro rodado de um carro elétrico continua mais barato que o dos modelos a combustão, e a integração com sistemas de energia solar fortalece o conceito de autonomia energética. Para muitos consumidores, o carro elétrico representa não apenas uma mudança tecnológica, mas uma transformação completa na forma de consumir energia.
