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Força do balanço coloca Itaú em posição privilegiada para os próximos ciclos

Lucas Andrade
4 de novembro de 2026

O Itaú Unibanco encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 12,6 bilhões e retorno sobre patrimônio (ROE) de 23,6%, em resultado considerado alinhado às expectativas do mercado. O banco registrou crescimento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado, reforçando a percepção de resiliência mesmo em um ambiente macroeconômico mais desafiador.

Na avaliação do BTG Pactual, em relatório, o principal destaque do trimestre foi a solidez do balanço. O patrimônio líquido alcançou R$ 219,9 bilhões, enquanto os indicadores de capital e liquidez permaneceram em níveis considerados confortáveis. O banco também seguiu apresentando elevados volumes de provisões para perdas, o que contribui para fortalecer sua posição diante de possíveis mudanças no cenário econômico.

A carteira de crédito avançou 10% na comparação anual, com crescimento puxado principalmente pelos segmentos de pessoas físicas, pequenas e médias empresas e crédito imobiliário. A qualidade dos ativos permaneceu estável, com indicadores de inadimplência considerados controlados pelo banco e pelos analistas.

As receitas com serviços continuaram sendo um dos pontos de atenção do trimestre. Embora algumas linhas tenham mostrado evolução, como gestão de recursos e cartões, houve desaceleração em áreas ligadas a assessoria financeira e mercado de capitais, refletindo um ambiente menos favorável para operações de investment banking.

O relatório do BTG também destaca avanços operacionais e digitais. Segundo a instituição, o Itaú registrou melhora relevante nos índices de satisfação dos clientes nos últimos anos e manteve investimentos em tecnologia, mesmo diante de pressões sobre despesas.

Para os analistas, o Itaú entra nos próximos ciclos econômicos em uma posição particularmente forte. O BTG afirma que o setor bancário brasileiro passa por uma transformação estrutural, marcada pelo aumento da competição e pela crescente importância da tecnologia.

Nesse contexto, a instituição considera o Itaú uma das empresas mais bem preparadas para capturar oportunidades e manter vantagens competitivas no longo prazo.

O BTG manteve recomendação de compra para as ações do banco e preço-alvo de R$ 53 para os próximos 12 meses, ante cotação de R$ 38,49 na data de publicação do relatório.

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