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Farm, Hering e as estratégias das principais varejistas de moda do Brasil

Lucas Andrade
9 de julho de 2026
Executivos contam planos de expansão e tendências que unem tecnologia e estilo

O setor de moda brasileiro esteve no centro das atenções no Fashion Day do BTG Pactual, que reuniu executivos de alto escalão de empresas como Renner, C&A, Azzas, Netshoes e Vivara diante de mais de 150 investidores. O relatório do banco mostra que, embora o encontro tenha reforçado teses já conhecidas, não trouxe grandes novidades capazes de impulsionar uma reavaliação imediata das companhias.

Na Renner, o CEO Fabio Faccio destacou que a prioridade continua sendo a execução da estratégia de longo prazo. A maior parte das inaugurações de lojas está prevista para o segundo semestre, especialmente no terceiro trimestre, e a empresa mantém a meta de expansão de margem EBITDA até 2030. A companhia também reforçou sua postura conservadora em crédito, com foco em produtos private label.

A C&A, por sua vez, segue avançando na reta final de seu programa de transformação operacional. O CEO Paulo Correa ressaltou melhorias em sortimento e eficiência, além da expansão do C&A Pay e do conceito Ace, voltado ao athleisure, que vem recebendo boa aceitação dos consumidores.

Na Azzas, o CFO Eric Alencar confirmou que a empresa avalia alternativas estratégicas, incluindo um possível IPO ou spin-off da marca Farm, que já responde por cerca de 60% dos lucros da divisão feminina e cresce de forma consistente em mercados como Estados Unidos, Reino Unido e França. Ao mesmo tempo, a companhia reafirmou que não pretende se desfazer da Hering, que segue em processo de turnaround.

A Netshoes reforçou sua posição como plataforma digital especializada em esportes, com receita anual de R$4,1 bilhões e participação de 28% no mercado online esportivo. A empresa aposta em diferenciação frente a marketplaces generalistas, apoiada pela infraestrutura logística da Magazine Luiza e pelo uso intensivo de inteligência artificial para melhorar experiência do cliente e eficiência operacional.

Já a Vivara mantém a geração de caixa como principal narrativa de investimento. O CEO Thiago Borges destacou iniciativas de otimização de estoques e precificação, além da expansão da marca Life por meio de quiosques e maior produção própria. A empresa também projeta normalização gradual dos estoques de ouro até 2027 e busca elevar a conversão de EBITDA em caixa para patamares acima da média histórica.

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