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Facebook precisa ser mais transparente, diz professor

O Facebook perdeu mais de R$ 100 bilhões em valor de mercado desde que o jornal inglês The Guardian revelou o vazamento de dados de 50 milhões de usuários. Além disso, a rede de Mark Zuckerberg está no centro dos debates da disseminação de fake news. Nos últimos dias, os usuários mais revoltados subiram no Twitter a hashtag #DeleteFacebook, que já viralizou. Para  Fabrício Benevenuto, professor do departamento de Ciência da Computação da UFMG, acontecimentos como esses impõem maior transparência ao Facebook e servem de alerta para o excesso de exposição nas redes sociais.

O Facebook está sendo investigado por desvio de dados dos usuários. Quais serão os efeitos das investigações para a imagem da rede social?

Vejo uma necessidade muito clara de transparência sobre o que acontece dentro das redes sociais, de como os algoritmos do Facebook funcionam para mostrar publicações na timeline. O efeito desse processo é positivo, pois impõe mudanças.

Ao usar as redes sociais, estamos cada vez mais expostos. É possível usar o Facebook com segurança?

Vejo com preocupação o excesso de exposição nas redes sociais. Precisamos ter em mente que a navegação na internet deixa rastros comportamentais. É importante não se expor tanto.

O Facebook vem perdendo cada vez mais usuários. A rede social se tornará obsoleta?

É difícil prever o fim de uma rede social. Claramente, a imagem do Facebook sofreu vários arranhões nos últimos anos e isso está afetando profundamente a empresa. Há movimentos para deletar o Facebook. Mas o domínio é muito grande, pois há outras redes que pertencem a Mark Zuckerberg, como o aplicativo WhatsApp.

O Facebook poderá mudar a maneira de fazer negócios para manter a relevância? 

Acredito que o Facebook vá encontrar caminhos, a começar pela maior transparência em seus processos.

 

O que é preciso fazer para usar as redes sociais com segurança?

Usar menos aplicativos de terceiros, como aqueles joguinhos que aparecem na timeline, e os que requerem uso de dados pessoais, como a brincadeira “como seria minha versão feminina”. Tudo isso expõe o usuário, pois coleta seus dados.

Qual será o impacto do uso dos dados dos usuários nas eleições no Brasil? 

Temos agora o impulsionamento de publicações nas redes sociais, que está regulamentado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os políticos já estão se movimentando para fazer campanha na internet. Além disso, temos uma somatória de fatores: as pessoas leem menos jornais, qualquer um pode criar uma página no Facebook para publicar notícias, as fake news fazem barulho. Então, estamos sujeitos às mesmas vulnerabilidades que os eleitores dos Estados Unidos, que elegeram Donald Trump como presidente.

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