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Exame: um ano depois, pequenos negócios lutam para se adaptar à LGPD

Apesar de ainda haver dúvidas sobre custos e multas, pequenos negócios têm feito a adaptação de seus procedimentos à nova legislação um ano após entrada em vigor

Em vigor desde setembro de 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ainda é motivo de dúvidas entre os empreendedores. O conjunto de regras foi criado para determinar como as empresas devem coletar, armazenar e usar dados pessoais de seus clientes e, em agosto deste ano, começaram a valer multas e sanções administrativas para quem não cumprir a legislação.

De acordo com a consultora do Sebrae-SP, Viviane Ez Zughayar, a falta de conhecimento, a necessidade de investimento e a paralisação dos negócios pela pandemia são algumas das principais dificuldades encontradas pelos empreendedores para se adaptar à LGPD “Os empreendedores precisam tomar conhecimento das novas regras e entender que, especialmente quando analisada no longo prazo, a adequação à nova lei, embora tenha custos, representa um investimento para as organizações, pois mitiga os riscos e impede as autuações”, explica a consultora.

Em pesquisa realizada recentemente pela empresa especializada em marketing digital RD Station, 93% dos entrevistados disseram já ter ouvido falar da LGPD, mas apenas 15% das empresas se mostraram prontas ou na reta final de preparação. A Gesso Baruel, localizada em Suzano, tem feito sua adaptação à LGPD, mas o processo não começou da forma mais tranquila.

Priscila Natale, assistente da empresa, conta que descobriu “no susto” que precisaria fazer a adequação. “Ficamos sabendo sobre a lei pelo nosso contador. Ele nos passou o contato de um advogado para pegar as informações iniciais. No primeiro momento ficamos muito assustados, pois achamos que seria necessário um investimento muito grande”, relembra.

Depois desse primeiro contato com o assunto, ela e dono da empresa, Ricardo Towata, resolveram procurar o Sebrae-SP para receber mais orientações de forma gratuita. “Quando conversamos com o consultor do escritório do Sebrae-SP em Mogi, relatamos uma série de tópicos que haviam sido passados como orientação e ele foi nos explicando um a um. No fim, chegamos à conclusão de que precisaríamos gastar apenas 40% do valor que imaginamos inicialmente”, diz Priscila.

A Gesso Baruel está no mercado há mais de 15 anos e trabalha com a venda de gesso e drywall. A empresa conta com parcerias com arquitetos e designers de interiores. Esses profissionais são os primeiros a ter acesso aos dados dos clientes e já estão seguindo os trâmites de autorização para armazenamento de dados.

Mesmo assim, a empresa implementou o seu próprio processo para coleta e armazenamento de informações que são usados para emissão de nota fiscal, recibos e contratos. “Atualmente, estamos usando um formulário elaborado pelo Google Forms e pedimos para os clientes preencherem e marcarem um campo onde autorizam a coleta e uso dessas informações”, explica Priscila.

A empresa está em fase de contratação de algumas ferramentas que irão facilitar ainda mais esse fluxo, além de trazerem mais segurança tanto para a Gesso Baruel quanto para os clientes. “Procuramos o Sebrae em agosto para nos informar. De lá para cá já implementamos mudanças, nos dedicamos muito. Agora estamos em fase de contratar um software de armazenamento em nuvem e acreditamos que até o fim do ano estaremos com tudo bem completo”, afirma.

Priscila considera que as melhorias implantadas são um investimento para a empresa, não apenas por questão de segurança, mas também por reforçar a marca do negócio.

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Por Da Redação

Publicado anteriormente em: https://cutt.ly/jTwcqsK

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