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Exame: startup que facilita contratações internacionais capta US$ 425 mi

A empresa americana, que desembarcou no Brasil em abril deste ano, foi avaliada em US$ 5,5 bilhões na rodada série D

Desde que começou as operações em 2019, a startup americana Deel conquistou mais de 4.500 empresas clientes com sua proposta de facilitar contratações internacionais — demanda crescente do mercado de tecnologia global.

Nesta segunda-feira, 18, a companhia anuncia que foi avaliada em US$ 5,5 bilhões em sua rodada de captação série D, na qual captou US$ 425 milhões. O aporte foi liderado pela gestora americana Coatue Management e teve participação de Altimeter Capital, Andreessen Horowitz, Neo, Spark Capital e YC Continuity Fund.

Parte do capital recebido vai ser investido na expansão da operação brasileira da Deel, que desembarcou no país em abril deste ano e já conquistou clientes como Nubank, iFood, Méliuz e QuintoAndar. No total, hoje, são doze pessoas cuidando das vendas no Brasil, especialmente nas áreas de comercial e marketing. Com o investimento, a startup planeja trazer mais profissionais seniores para estruturar o fluxo de trabalho e pelo menos dobrar o tamanho da equipe.

Em entrevista ao EXAME IN, o country manager Cristiano Soares contou quais as ambições do unicórnio para o mercado brasileiro. “Temos 60 grandes clientes no Brasil e agora pretendemos dobrar o tamanho da base até o final do ano buscando pequenas e médias empresas. Para nós, o Brasil é um país tier one que tem uma possibilidade de crescimento imensa”, diz Soares.

Fundada em 2018 por Alex Bouaziz (CEO) e Shuo Wang (CRO), a Deel permite que empresas do mundo todo contratem funcionários de qualquer país por tempo integral ou meio período. Com uma equipe de mais de 250 especialistas jurídicos, a startup se adequa à legislação trabalhista de cada país e “assume” o contrato do funcionário. Para a empresa contratante, o serviço é cobrado por meio de uma mensalidade, que pode variar entre US$ 49 e US$ 500 por funcionário.

“Fundamos a Deel porque não queríamos que contratações ou pagamentos internacionais fossem empecilho para que as empresas criassem as equipes globais remotas de que precisam para prosperar. Agora, avaliada em US$ 5,5 bilhões, a Deel permanece em uma posição única para continuar desafiando a forma como as equipes globais trabalham”, diz, em nota, o CEO da Deel, Alex Bouaziz.

O negócio da Deel começou a acelerar com a chegada da pandemia do novo coronavírus, que diluiu as barreiras do trabalho físico e impulsionou os modelos de contratação remota no mundo todo. De 2020 para cá, a startup já cresceu mais de 1.000% em termos de receita e o time passou de 50 para mais de 400 pessoas. Hoje, Estados Unidos e Europa são os maiores mercados da startup — o primeiro pela pujança do mercado de tecnologia, o segundo pelo alto volume de contratações entre os países da Zona do Euro.

O Brasil, por sua vez, chamou a atenção da companhia devido ao crescimento das empresas de tecnologia locais. Com as startups atraindo volumes recorde de investimento, a demanda por bons profissionais especializados aumentou. Segundo a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), o mercado de tecnologia irá precisar de 420 mil pessoas até 2024, mas as escolas formam apenas 46 mil alunos anualmente, o que pode gerar um déficit de pelo menos 24 mil profissionais anualmente. Para muitas empresas, a saída é contratar fora do Brasil. 

“A contratação internacional no Brasil é algo novo. Temos altas taxas tributárias na importação de serviços e muitas empresas não têm gestores preparados para comandar equipes em inglês, mas isso está mudando e a Deel pode ajudar nossas empresas nesse processo”, diz Soares. Desde abril, a operação brasileira das startup cresceu cerca de 25% ao mês. Globalmente, a empresa cresce a taxas médias de 30% a 35%.

O aporte permitirá que a empresa invista primordialmente em duas frentes: contratação de pessoas e aquisições de empresas. Globalmente, o plano é contratar mais 100 funcionários e adquirir cerca de 80 companhias ao longo dos próximos anos. “Procuramos tanto empresas tradicionais que fazem o que a Deel faz quanto empresas de tecnologia que poderiam agregar valor ao nosso serviço”, explica o country manager brasileiro. A startup não revela quanto separou para investir na operação brasileira, mas afirma que investirá o quanto for necessário para crescer no país.

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Carolina Ingizza

Publicado em: https://cutt.ly/8RfH5lr

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