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Exame: Rolex dispara nas vendas

Da redação
9 de março de 2022
No ano passado, marca suíça vendeu 1 milhão de peças, faturou 8 bilhões de francos suíços e atingiu participação de 29% do mercado

A Rolex merece a coroa que é símbolo da marca. O rei dos relógios de luxo está mais soberano do que nunca. No ano passado, a manufatura suíça viu as vendas dispararem para 8,05 bilhões de francos suíços em 2021, de acordo com o respeitado relatório anual sobre a indústria do Morgan Stanley em colaboração com a consultoria suíça LuxeConsult, que acaba de ser divulgado.

Isso equivale a 8,6 bilhões de dólares. Em 2020, as vendas da Rolex atingiram pouco mais de 8 bilhões de dólares, segundo o mesmo relatório. Segundo a estimativa, a participação hoje da marca atinge 29%, quase um terço do total. No levantamento passado, essa fatia era de 25%. Importante reforçar que a Rolex não confirma os números do relatório.

Enquanto o líder disparou na frente e se isolou na liderança, mudanças importantes aconteceram nas posições logo abaixo. A Omega, eterna rival da Rolex, perdeu seu lugar como segunda maior marca suíça de relojoaria para a Cartier, que estava em terceiro.

As vendas da Cartier somaram 2,4 bilhões de francos, um crescimento de cerca de 300 milhões em relação ao ano anterior. A Omega apresentou um faturamento de 2,2 bilhões de francos. Em 2020, esse resultado havia sido de 2,8 bilhões de francos suíços.

O desempenho da elegante Cartier também ajudou o grupo Richemont, que detém também marcas como Panerai, IWC e Montblanc, a aumentar sua participação pela primeira vez em muitos anos. O crescimento se deve principalmente pela venda nos países asiáticos.

China, Hong Kong e Singapura respondem no total por 31,1% das exportações de relógios suíços, segundo relatório da Fédération de l’industrie Horlogère Suisse divulgado em fevereiro passado. Os Estados Unidos ainda é o campeão individual em market share, com uma fatia de 14,5%.

Mercado de relógios em crescimento

A boa notícia geral é que o mercado global de relógios suíços em 2021 aumentou 31,2% em relação a 2020, primeiro ano da pandemia, bastante trágico para as manufaturas. Mas também apresentou crescimento de 2,7% em relação a 2019. O resultado global se deve principalmente ao aumento do preço médio dos relógios. Os consumidores foram atrás de modelos mais caros.

No ano passado também foram vendidos 2 milhões de unidades a mais de relógios em relação a 2020. Mas ficaram quase 5 milhões abaixo da produção de 2019.

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Por Ivan Padilla

Publicado originalmente em: https://cutt.ly/5AU1g9a

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