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Exame: Boticário integra 100% das lojas ao e-commerce 

Clientes podem comprar pela internet e retirar produto na loja em 24 horas sem taxa de frete

Com quase 4 mil lojas espalhadas pelo país, O Boticário conseguiu um feito e tanto: todas as suas unidades agora estão habilitadas a atuar no modelo clique e retire, em que o cliente compra na internet e retira o produto na loja. O avanço significa uma grande mudança para consumidores de regiões mais distantes, como o Norte do país. A opção permite que o cliente retire o produto em um dia útil – ante um prazo de entrega que pode ser de oito até mais de 15 dias em casos mais extremos. “São regiões que tinham frete caro com prazo longo, e conseguimos agora ter frete grátis e retirada rápida”, diz Lívia Masiero, diretora de e-commerce do Grupo Boticário.

Para permitir a retirada em todas as suas unidades, foi preciso investir em um sistema inteligente de integração e leitura de estoque, além de treinamento para vendedores de todas as unidades — um projeto que começou em 2017 e envolveu lojas em cerca de 1.500 cidades brasileiras. Para atingir a meta de ter toda a sua rede conectada, o Boticário fez um esforço extra nos últimos meses – o número de pontos de venda operando no formato clique e retire praticamente dobrou do ano passado para cá.

Hoje o clique e retire responde por um terço de todas as vendas da marca Boticário na internet. Sendo que em algumas cidades essa proporção chega a 50%, justamente por conta da diferença no tempo de entrega e pelo frete grátis. A modalidade é estratégica para a companhia. Em geral, o consumidor que compra na internet e retira na loja acaba fazendo uma nova compra na hora de buscar o produto. Ele também passa a frequentar mais a unidade e a se relacionar com a marca de forma mais frequente. Por isso, o treinamento da força de vendas para atender esse consumidor in loco foi uma parte tão importante do processo.

Dark stores

O Boticário tem avançado também para reduzir o prazo de entrega de quem opta por receber o produto em casa. Para isso, o Grupo criou nos últimos anos um modelo de dark stores, lojas que atendem apenas às compras online e não são abertas ao público. Essas unidades também são geridas por franqueados da rede e já conseguem atender 90% do território brasileiro. Boa parte das entregas tem prazo de dois dias, sendo que já há possibilidade de entrega no mesmo dia em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Em regiões mais distantes, o prazo máximo de entrega pode chegar a oito dias. O objetivo é reduzir cada vez mais as entregas que saem do centro de distribuição do grupo,, nas quais o prazo pode chegar a 15 dias, a depender do destino.

Para isso, o desafio do Boticário já não é tanto ampliar a capilaridade de sua distribuição, mas sim acertar o mix de produtos das dark stores. Com 90% do território coberto por esses hubs logísticos, a questão é ter o produto disponível para ser entregue em um prazo mais curto. Para isso, a empresa estuda o comportamento do consumidor na internet, a fim de entender quais são os itens que não podem faltar em suas unidades. Contando lojas e dark stores, hoje são 4.100 unidades integradas ao e-commerce.

Guinada tech

A integração com o e-commerce avança também nas outras marcas do grupo. As unidades de Quem Disse, Berenice? Já estão 100% integradas e as de Eudora estão evoluindo. O e-commerce da marca Boticário recebe em média 13 milhões de visitas ao mês e cresceu mais de 50% em audiência entre o primeiro semestre de 2021 e o primeiro semestre de 2022.

Para ampliar esses acessos e transformá-los em vendas, o Grupo Boticário está atento às oportunidades vindas das redes sociais. Juntas, as marcas do grupo somam mais de 60 milhões de seguidores. É a base mais engajada de um negócio de beleza no Brasil, de acordo com relatório recente do Bank of America com base em indicadores de desempenho das marcas no Instagram.

O avanço na integração entre as lojas e o e-commerce ocorre em meio a uma guinada tech vivida pela companhia. Do ano passado para cá, o grupo de funcionários com cargos como developer, front-end designer ou UX writer saiu de 200 para 1.500. A meta é contratar mais 400 até o fim do ano. A medida permitiu trazer para dentro de casa a criação de tecnologias antes delegadas a fornecedores.

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Por Mariana Desidério

Publicado originalmente em: https://cutt.ly/TZY6nWY

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