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Eternit supera R$ 200 mi em caixa no 1° tri

Companhia registrou ebitda recorrente de R$ 48 milhões e lucro líquido de R$ 42 milhões

A fabricante de telhas e coberturas Eternit divulgou seu relatório financeiro das operações no Brasil no primeiro trimestre de 2022. Apesar do cenário de acomodação da construção civil, a empresa alcançou um caixa líquido de R$ 200,3 milhões, 35,3% acima do mesmo período do ano passado.

No primeiro trimestre a Eternit reportou lucro líquido de R$ 42,3 milhões, 28% menor do que o mesmo período de 2021, ano considerado atípico pelos reflexos da pandemia, que impulsionaram as vendas de materiais de construção. Já a receita bruta, de R$ 324 milhões, e ebitda recorrente de R$ 48,4 milhões, atingiram uma margem de 19%, valor comparável aos melhores desempenhos verificados entre 2012 e 2020.

“O desempenho registrado não impactou apenas a Eternit, mas foi sentido por todo o mercado de construção civil. No nosso caso, a queda nas vendas de telhas de fibrocimento, em linha com o cenário de acomodação de demanda da indústria, era verificada desde o último trimestre de 2021”, afirmou o presidente da companhia Luís Augusto Barbosa. Em relação ao quarto trimestre de 2021, as vendas recuaram 5%, apesar da recuperação registrada em março.

Quanto à disponibilidade de caixa, o valor contabilizado da empresa foi de R$ 237 milhões. Compõem o montante recursos oriundos da chamada de capital destinada à aquisição da Confibra (R$ 110 milhões), geração de caixa (R$ 119 milhões) e saldo remanescente do aumento de capital realizado em junho de 2020 para funding dos investimentos estratégicos (R$ 8 milhões).

O endividamento bruto apresentou uma diminuição de 47%, totalizando R$ 36 milhões, constituído exclusivamente pela dívida junto ao Banco da Amazônia, relativa ao empréstimo contratado para funding do investimento na unidade da Eternit da Amazônia (fibra de polipropileno).

Entretanto, o resultado financeiro da companhia foi negativo em R$ 9 milhões no primeiro trimestre, refletindo, sobretudo, a variação cambial negativa de R$ 11 milhões decorrente do impacto da apreciação do real frente ao dólar sobre a carteira de recebíveis em moeda estrangeira. “A partir de março, passamos a contratar hedge para os recebíveis em dólar, preservando o resultado em reais da negociação comercial de exportações”, explicou o diretor financeiro e de RI da Eternit, Vitor Mallmann.

Recuperação

A condição de empresa em recuperação judicial vai se tornando formalidade com o cumprimento da grande maioria do plano de turnaround, fixado em 2018. Com todas as outras obrigações financeiras equacionadas, o encerramento do processo aguarda o desfecho de julgamento em andamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no qual a Eternit procura restabelecer o plano original de pagamento dos credores da classe I, homologado pelo Juízo da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo, em 30 de maio de 2019.

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