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EY pagará US$ 100 milhões por trapaça em exames

Empresa acobertou 50 auditores que repassaram respostas em provas de certificação ao longo de 5 anos

Uma das maiores empresas de contabilidade do mundo, a Ernst & Young (EY) concordou em pagar US$ 100 milhões aos reguladores dos EUA nesta terça-feira (28), em meio à acusações que dezenas de seus funcionários de auditoria enganaram autoridades federais em exames obrigatórios de revalidação. A Securities and Exchange Commission (SEC) alegou que “ao longo de vários anos” os profissionais da EY trapacearam nas provas da Certified Public Accountant (CPA), com a empresa retendo as evidências de má conduta quando da investigação do caso.

“Esta ação envolve quebras de confiança por encarregados de auditar muitas das empresas públicas de nosso país”, revelou o diretor de fiscalização da SEC, Gurbir Grewal. “É simplesmente ultrajante que os próprios profissionais responsáveis ​​por pegar trapaças de clientes trapacearam nos exames de ética. E é igualmente chocante que a Ernst & Young tenha impedido nossa investigação”, concluiu.

Anos de “cola”

De acordo com a investigação, cerca de 50 funcionários “colaram” no teste de ética, compartilhando entre si questões nos exames de certificação entre 2017 e 2021. Além disso, outras centenas mentiram sobre cursos de educação profissional continuada, expôs a SEC.

“E um número significativo de profissionais da EY que não se enganaram, mas sabiam que seus colegas estavam trapaceando e facilitando a trapaça, violou o código de conduta da empresa ao não relatar essa má conduta”, segundo a SEC.

De acordo com a SEC, a EY estava ciente de uma onda semelhante de trapaça nos exames de ética entre os funcionários entre 2012 e 2015. Essas questões foram tratadas internamente, mas a SEC mostrou que a EY não conseguiu estabelecer controles suficientes para impedir que o problema ocorresse novamente.

Em comunicado, a EY afirmou que “nada é mais importante do que nossa integridade e nossa ética”. A empresa disse estar cumprindo a ordem da SEC e tomou medidas para resolver problemas de conformidade.

A multa é a mais alta imposta pela SEC a um auditor e duas vezes maior que a rival de US$ 50 milhões que a KPMG pagou para liquidar acusações de que funcionários alteraram auditorias, usando dados roubados de reguladores e trapaceando em exames internos. Além da penalidade recorde, a SEC ordenou que a EY contratasse dois consultores independentes para examinar suas políticas de ética e para revisar falhas de divulgação.

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