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Editora Planeta cresce 20% ao apostar em livrarias menores

Editora Planeta cresce 20% ao apostar em livrarias menores

Apesar da crise no mercado editorial, com as livrarias Saraiva e Cultura em recuperação judicial, o faturamento da editora Planeta em 2018 foi 20% superior em relação a 2017. Em entrevista a MONEY REPORT, o diretor comercial do Grupo Planeta, Gerson Ramos, explica que esse crescimento foi resultado do foco da editora em livrarias menores, como a Martins Fontes, da Avenida Paulista, em São Paulo. Segundo Ramos, essas livrarias se deram bem com a crise das mega stores. “Houve um aumento de demanda para livrarias que não são de grandes redes”, diz. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Apesar da crise no mercado editorial, a Planeta faturou, em 2018, cerca de 20% a mais do que no ano anterior. A que se deve esse crescimento, sendo que o setor passa por crise no modelo de negócios?

É importante esclarecer um ponto. Não é o setor que passa por crise, mas sim duas grandes livrarias, Saraiva e Cultura, que correspondem por uma grande porcentagem das vendas no país. Sobre o nosso faturamento, ele se deve a algo que nós chamamos de ‘transbordamento’.

Como assim?

Após os pedidos de recuperação judicial da Cultura e da Saraiva, houve um transbordamento de demandas para livrarias que não são de grandes redes, aquelas médias e pequenas. Fechamos 2018 com um crescimento de 18% no número de livrarias pequenas e independentes na nossa carteira de clientes. É importante citar que nós da Planeta já estávamos nos preparando para a crise das grandes livrarias. Começamos a negociar com outras lojas, como Travessa, Leitura e Curitiba. Livrarias como essas se beneficiaram com a crise das gigantes.

Então a Planeta não foi afetada pela crise nas livrarias Saraiva e Cultura?

Não é bem assim. Se não fosse a crise pela qual passam essas duas redes, nosso faturamento em 2018 teria sido 35% maior do que em 2017.

As vendas da Planeta irão se concentrar nas livrarias pequenas e segmentadas?

A livraria segmentada tem um público, atende a um interesse específico, mas penso que isso não é suficiente para fazer volume de vendas no mercado como um todo. Agora, está mais do que provado que o modelo das grandes livrarias, com amplos espaços de venda, modelos de compras centralizados, não é mais sustentável. Atualmente, livrarias menores conseguem ser mais ágeis, repõem de maneira mais flexível o mix de produtos, de acordo com as mudanças que vêm acontecendo. Um exemplo disso é a livraria Martins Fontes, na Avenida Paulista. De fato, a Planeta tem trabalhado cada vez mais em conjunto com livrarias menores.

 Como identificar um autor que será um best-seller?

Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares. É difícil afirmar algo concreto. Nós trabalhamos de olho no espírito do mercado, da época em que vivemos. Outro fator importante são as redes sociais, de onde tiramos muitas informações sobre prováveis autores populares.

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