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Dono da Azul quer aeronaves da Avianca

Desde o pedido de recuperação judicial da Avianca, há um mês, o mercado especula sobre o interesse de David Neeleman, dono da Azul, em comprar a concorrente. Uma fonte a par das negociações, porém, garante que o interesse de Neeleman é outro. Ele está em tratativas com as empresas de leasing que arrendaram as aeronaves para a Avianca. Apesar de proteger os credores, a recuperação judicial não cobre os arrendamentos, que são a fonte de toda a frota de 46 aviões da Avianca. Ou seja, é grande a chance de a companhia ter que devolver suas aeronaves. Nesta semana, empresas como GE Capital e Aircastle começaram a cobrar a devolução dos jatos. É aí que Neeleman entra. Para ele, é mais barato negociar diretamente com os arrendatários a incorporação das aeronaves da Avianca, em vez de assumir toda a deficitária operação da rival.

Por que é importante

A Avianca é a quarta maior companhia aérea brasileira e o seu desaparecimento mudaria todo o jogo de forças do setor no país

Quem ganha

As empresas de leasing, que têm US$ 100 milhões a receber da Avianca, e o empresário David Neeleman, que turbinaria sua operação com os novos aviões

Quem perde

O empresário boliviano German Efromovich, dono da Avianca. Apesar da longa experiência empresarial (fez fortuna no ramo de petróleo), não conseguiu repetir o sucesso no setor aéreo

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