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“Criar canais próprios de vendas é saída à crise no mercado editorial”

Após pedido de recuperação judicial, as redes de livrarias Saraiva e Cultura, as maiores do país, lutam para sobreviver e voltar a pagar às editoras de livros – as duas devem cerca de R$ 325 milhões. Para o presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), Marcos da Veiga Pereira, o futuro do mercado editorial é incerto com a crise no setor. “O ano que vem provavelmente será pior do que 2018, com menos lançamentos e risco de desabastecimento”, alerta Veiga Pereira. A falta de pagamento das livrarias reduz o capital de giro das editoras, o que implica diretamente na queda do número de lançamentos e demissões nas empresas.

Neto do livreiro e editor José Olympio, fundador da editora que leva seu nome, Marcos da Veiga Pereira acredita que uma das saídas à crise editorial é investir em tecnologia e acompanhar as mudanças dos hábitos de consumo dos leitores. “Criar canais próprios de vendas, por meio das mídias sociais das editoras, dos clubes de livros, por exemplo, são alternativas”, explica.

Para tentar reverter a situação, nesta semana, a varejista americana Amazon, que detém cerca de 10% do varejo de livros no Brasil, propôs revender e adiantar o pagamento pelas obras aos editores.  Em entrevista a MONEY REPORT em setembro, o presidente da Cultura, Sergio Herz, disse que a concorrência com as lojas online é um dos desafios do setor. Juntas, Saraiva e Cultura são responsáveis por 40% das vendas de livros no país.

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