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Copasa protocola oferta de ações em novo passo para privatização

Da redação
21 de maio de 2026
Governo de Minas pretende vender fatia de até 50,03% da companhia; operação pode movimentar cerca de R$ 9 bilhões

A Copasa protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de registro automático de uma oferta pública secundária de ações, em mais uma etapa do processo de privatização da companhia de saneamento.

A operação prevê, inicialmente, a venda de 171.113.881 ações ordinárias detidas pelo Estado de Minas Gerais. Como se trata de uma oferta secundária, não haverá emissão de novos papéis pela Copasa. A transação consiste na venda de parte ou da totalidade da participação do governo mineiro na empresa.

Considerando o fechamento das ações CSMG3 na véspera, a R$ 52,80, a oferta pode movimentar cerca de R$ 9 bilhões, sem considerar eventuais ações adicionais. A definição do preço por ação está prevista para 2 de junho.

A fatia inicialmente ofertada pelo Estado corresponde a 45% do capital social da Copasa, equivalente a 89,94% da participação atualmente detida pelo acionista vendedor. A operação poderá ser ampliada em até 11,2%, com a inclusão de até 19.135.730 ações adicionais. Nesse cenário, a venda poderia chegar a 50,03% do capital social, correspondente a 100% da participação do governo mineiro.

Segundo o fato relevante divulgado pela companhia, será admitida a distribuição parcial das ações, desde que sejam colocados no mercado ao menos 114.075.921 papéis. A empresa informou ainda que não haverá lote suplementar nem procedimento de estabilização de preço após a oferta.

A operação será coordenada pelo BTG Pactual, na posição de coordenador líder, além de Itaú BBA, Bank of America, Citi e UBS BB. Também estão previstos esforços de colocação das ações no exterior.

O modelo da privatização segue estrutura semelhante à adotada na Sabesp (SBSP3), com a possibilidade de entrada de um investidor de referência. A escolha desse investidor é uma das próximas etapas do processo e envolve a apresentação de propostas vinculantes com indicação de preço por ação.

Os interessados deverão comprovar requisitos técnicos, financeiros e de governança. Entre as exigências estão experiência em infraestrutura, com investimentos de ao menos R$ 6,3 bilhões nos últimos 20 anos, além de garantias financeiras, incluindo cartas de fiança de no mínimo R$ 7 bilhões.

O prazo para entrega de documentos à B3 para definição do investidor de referência finalista termina em 25 de maio. A expectativa é que a privatização avance até junho.

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