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Azul estuda compra da Gol 

A potencial fusão das aéreas teria um impacto significativo no mercado aéreo brasileiro

A Azul Linhas Aéreas está avaliando uma potencial oferta para adquirir a Gol Linhas Aéreas Inteligentes, em um movimento que, se concretizado, criaria a maior companhia aérea do Brasil e redefiniria o panorama do setor no país. A informação foi publicada pela agência Bloomberg, citando fontes com conhecimento direto do assunto.

Segundo a reportagem, a Azul está trabalhando com os bancos Citigroup e Guggenheim Partners para explorar a viabilidade da operação. Ainda não há uma decisão final sobre a proposta, e a Azul pode optar por não seguir com a ideia.

Qualquer fusão entre as duas empresas precisaria ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o que pode ser um desafio, dada a posição dominante que ambas ocupam no mercado brasileiro. A Gol, com sede em São Paulo, entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos em 2020, enquanto a Azul também renegociou suas dívidas recentemente.

A Azul e a Gol, junto com a Latam, com sede em Santiago, dominam o mercado de aviação comercial no Brasil, o maior da América Latina. A Gol concentra suas operações em voos entre São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, enquanto a Azul possui uma rede mais ampla que abrange outras cidades do país. Essa falta de sobreposição entre as rotas das duas empresas pode facilitar a aprovação regulatória da fusão.

Questionado sobre a possível fusão com a Gol, o CEO da Azul, John Peter Rodgerson, disse em entrevista à Bloomberg News: “Você tem a obrigação com seus acionistas de observar as oportunidades que existem.”

As finanças de ambas as empresas foram afetadas pelo aumento dos preços dos combustíveis de aviação e pelos atrasos na entrega de novas aeronaves, apesar do aumento das tarifas aéreas no ano passado e da crescente demanda por viagens.

A potencial fusão entre Azul e Gol teria um impacto significativo no mercado aéreo brasileiro, criando uma companhia aérea com escala e poder de mercado ainda maiores. A nova empresa teria uma frota em torno de de 300 aeronaves e atenderia a mais de 100 destinos no Brasil e no exterior.

A notícia da possível fusão gerou reações mistas no mercado. Alguns analistas acreditam que a operação seria benéfica para o setor, pois levaria a uma maior eficiência e competitividade. Outros, no entanto, expressaram preocupação com o impacto que a fusão teria sobre os preços das passagens aéreas e a qualidade dos serviços prestados aos consumidores.

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Comentários

2 respostas

    1. O senhor tem razão. A informação foi corrigida. Ambas as companhias teriam hoje uma frota pouco acima de 300 aeronaves (desconsiderando encomendas e desativações).
      A contribuição dos leitores é sempre bem-vinda e alentadora, exigindo apurações mais precisas por parte dos jornalistas.
      Pedimos desculpas.
      Att.,
      André Vargas (editor-chefe)

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