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Amos sai da TIM

Amos sai da TIM

O mercado de telefonia celular está agitado. Desde ontem, um forte boato dava como certa a saída de Amos Genish do cargo de CEO global da TIM. A empresa chegou a emitir um desmentido ao final do dia, afirmando que seu comandante continuava firme e forte. A boataria começou fraca na semana passada, quando a empresa admitiu reduzir o valor de seus negócios na Itália em 2 bilhões de euros, uma vez que não conseguiria reduzir seu endividamento ainda em 2018. No fim de semana, ganhou corpo e virou talk of the town em Milão e em Roma, cidades nas quais a TIM possui seus principais escritórios. Hoje, pela manhã, a saída foi confirmada.

Amos foi escolhido CEO da TIM pela família francesa Bolloré, dona da Vivendi, que detém 24 % da empresa de telefonia. Já o segundo maior acionista, o fundo de hedge Elliott, estaria insatisfeito com a performance da companhia e exigido a troca do atual CEO por outro nome. O israelense ganhou notoriedade no Brasil por ter controlado a GVT durante anos e, após sua incorporação à Vivo, ter ascendido à presidência da empresa que açambarcou seu negócio. Casado com a brasileira Heloísa, dividia seu tempo entre Londres e Milão.

Por que é importante
A troca de comando na TIM, uma das maiores empresas de telefonia móvel do mundo, provoca um efeito cascata entre executivos de todo o setor.
Quem ganha
O fundo Elliott, que deseja uma modernização radical na empresa.
Quem perde
Além do próprio Amos, a família Bolloré, que o colocou no comando da TIM. O Grupo Bolloré é uma das 500 maiores empresas do mundo e atua em diversas áreas. Uma derrota na TIM pode criar questionamentos em outras empresas nas quais os franceses atuam. Por fim, os investidores. Às 11:50, as ações da empresa caíam 6 %.

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