Valor registrado em 2025 representa alta de 13% em relação ao ano anterior; Rio de Janeiro foi um dos destaques
O Airbnb movimentou R$ 113 bilhões na economia brasileira em 2025, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV). O valor representa crescimento de 13% em relação ao ano anterior e reflete o avanço do turismo no país.
De acordo com a pesquisa, a atividade da plataforma contribuiu com quase R$ 63 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB), alta de 12%, além de gerar mais de 700 mil postos de trabalho no período. A geração de renda associada à hospedagem chegou a R$ 32 bilhões no Brasil.
Segundo Luiz Gustavo Barbosa, gerente-executivo da FGV Projetos, o levantamento considera os gastos efetivos de hóspedes e anfitriões, além dos efeitos da atividade sobre diferentes setores da economia. “Isso gera um efeito multiplicador de benefícios para as cidades”, afirmou.
Rio impulsiona crescimento
Um dos destaques do estudo foi o Rio de Janeiro, principal porta de entrada de turistas nacionais e internacionais no país. No estado, a movimentação econômica ligada ao Airbnb cresceu 16% em 2025, chegando a R$ 21 bilhões. Na capital fluminense, o valor alcançou R$ 12 bilhões.
A cidade do Rio registrou avanço de 21% no período, impulsionada por grandes eventos. Entre eles, o show de Lady Gaga na praia de Copacabana, dentro do projeto Todo Mundo no Rio, que reuniu mais de 2 milhões de pessoas.
A expectativa da plataforma é que o movimento siga em patamar elevado em 2026. O Airbnb cita, por exemplo, o show da cantora Shakira, realizado em maio. Na ocasião, a plataforma registrou visitantes de quase 1.600 cidades e 64 países.
No estado do Rio, a geração de renda associada à atividade de hospedagem somou cerca de R$ 6 bilhões, segundo a FGV. A análise combinou dados do Airbnb com informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE.
Hospedagem alternativa amplia perfil de turistas
Para o consultor Alexandre Ribeiro, plataformas como Airbnb, Vrbo e Booking.com ajudam a ampliar o fluxo turístico ao atender diferentes perfis de viajantes, como famílias, grupos de amigos e pessoas em busca de estadias mais longas.
Além disso, ele afirma que a renda gerada por esse tipo de hospedagem tende a ser mais distribuída, já que envolve milhares de pequenos empreendedores e proprietários de imóveis anunciados nas plataformas.
“Isso contribui para uma geração de renda mais pulverizada na economia, ao beneficiar diferentes fornecedores e prestadores de serviços, como os setores de alimentação, transporte, entretenimento e comércio local”, afirmou.
