Espanha e Argentina, patrocinadas pela marca alemã, garantem exposição global à empresa, enquanto a rival americana enfrenta queda nas ações em 2026
A Adidas chegará à final da Copa do Mundo com presença garantida no uniforme das duas seleções, Espanha e Argentina, ampliando sua vantagem de marketing sobre a Nike, segundo a Bloomberg. O cenário fortalece a exposição global da marca alemã e pode gerar impacto adicional nas vendas, especialmente em caso de novo título argentino.
Desde o início do torneio, em 11 de junho, as ações da Adidas acumulam alta de cerca de 6% e chegaram ao maior nível em oito meses. No mesmo período, os papéis da Nike avançaram 1,4%, após seleções patrocinadas pela companhia, como Brasil e França, ficarem fora da decisão.
A expectativa dos analistas é de que a Copa contribua diretamente para os resultados da Adidas. Akshay Gupta, do HSBC Global Investment Research, elevou o preço-alvo das ações para € 210, cerca de 16% acima da cotação atual.
Segundo Gupta, o movimento de consumidores nas lojas da Adidas nos Estados Unidos cresceu 16% na comparação anual durante a primeira semana do Mundial. As unidades da Nike, por outro lado, registraram queda no fluxo.
O analista estima que a competição gere aproximadamente € 300 milhões em receita adicional para a Adidas e ajude a empresa a registrar seu maior crescimento de vendas desde 2024. O desempenho também pode abrir espaço para uma revisão das projeções anuais no balanço previsto para 30 de julho.
O Morgan Stanley também classifica a Adidas como uma das principais vencedoras comerciais da Copa. Analistas do banco elevaram as estimativas de lucro e fixaram o preço-alvo dos papéis em € 215, destacando o potencial de fortalecimento da marca no mercado americano.
Para a Nike, o desempenho no torneio se soma a um ano de dificuldades. As ações da empresa acumulam queda superior a 30% em 2026 e caminham para o quinto ano consecutivo de perdas. A companhia também apresentou perspectivas cautelosas em seu balanço mais recente, citando a fraqueza da confiança dos consumidores.
A diferença aparece ainda na avaliação das empresas. A Adidas negocia a cerca de 15 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, enquanto a Nike opera próxima de 25 vezes. Para os analistas, a exposição da marca alemã na final pode ampliar o chamado efeito de repercussão da Copa sobre vendas, imagem e presença internacional.
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