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Testes na China apontam para segurança da CoronaVac

Testes na China apontam para segurança da CoronaVac

Apenas 5,36% dos voluntários chineses que participaram dos testes da fase 3 para desenvolvimento da vacina contra a covid-19 CoronaVac, do laboratório Sinovac, apresentaram efeitos colaterais. O índice é considerado satisfatório pelos responsáveis pelo estudo. Os dados foram divulgados, no início da tarde desta quarta-feira (23), pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes. O instituto realiza aqui no Brasil, em parceria com o laboratório chinês, os ensaios com o mesmo imunizante. O diretor para a América do Sul do Sinovac, Xing Han, participou do evento e afirmou que a empresa concentra esforços para entregar 60 milhões de doses da vacina ao estado de São Paulo até fevereiro.

De acordo com os dados apresentados por Dimas Covas, entre os 5,36% que apresentaram efeitos colaterais, 5,01% tiveram reações consideradas leves e apenas 0,03% tiveram efeitos de grau mais grave. Entre problemas leves, se destacam dor no local da aplicação (3%), fadiga (1%) e febre (0,21%). Os efeitos adversos mais graves foram notados em quatro voluntários. Eles apresentaram problemas como perda de apetite, dor de cabeça e febre acima de 38,5 graus. “É uma vacina com excelente perfil de segurança”, destacou Covas. Na China, participaram dos testes 50.027 voluntários até o dia 13 de setembro.

O diretor do Instituto Butantan explicou que ainda não é possível ter acesso aos dados de eficácia da vacina, como o tempo de imunização proporcionado. Isso só ocorrerá no fim dos ensaios, em 15 de outubro. Segundo Dimas, dos nove mil voluntários aprovados para os testes no Brasil, até segunda-feira (21), 5,5 mil já haviam recebido a vacina, parte deles, inclusive a segunda dose. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já autorizou o aumento do número de voluntários para 13 mil. “É importante porque devem ser incluídos no estudo idosos e crianças”, destacou o diretor.

Das 60 milhões de doses que o governo do estado espera receber até fevereiro, cinco milhões chegam em outubro, 46 milhões em dezembro e mais nove milhões em fevereiro. “Nossas equipes vão trabalhar dia e noite para garantir a entrega no prazo estipulado”, afirmou Xing Han, destacando que foi construída, em cinco meses, uma fábrica só para a produção da CoronaVac. O governador João Doria informou que recomentou ao governo federal a aquisição de mais 40 milhões de doses para imunização da população do restante do País. Doria anunciou também, que em reunião realizada hoje em Brasília, com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, se comprometeu a liberar R$ 80 bilhões ao Instituto Butantan.

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