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Startup logística quer dar “match” entre caminhoneiros e transportadoras

Com mais 4,5 mil empresas cadastradas e 42 mil usuários ativos, a startup Pega Carga quer eliminar o leilão reverso e o abusivo frete de retorno, aquele em que o caminhoneiro se vê refém de baixos preços para voltar ao ponto de origem. Sem o intermediário clássico, o aplicativo da empresa conecta motoristas donos de seus veículos às empresas logísticas.

“O formato que temos no Brasil ainda é o mesmo de 50 anos atrás”, afirmou o sócio da Pega Carga, Bernardo Lage (imagem). Ele deixou claro que as partes não pagam pelo aplicativo, pois seu modelo de negócios é um ecossistema que vincula mídia especializada ao segmento. Além disso, oferece ao caminheiro serviços adicionais. como seguros de vida e de carga.

Lage explicou que a Pega Carga funciona como uma espécie de Uber e de Tinder logísticos, empregando geolocalização e banco de dados para que condutores e empresas consigam dar “match” nos embarques e entregas, com tudo rastreado via celular. O “match” facilitado também geraria economia às empresas e aumento da lucratividade dos caminhoneiros. As médias de ambos melhorariam em 10%.

Além do crescimento, há lugar para sofisticação. Ainda sem data para lançamento, a Pega Carga desenvolve um serviço de fintech para atender desbancarizados. Lage explicou que há no Brasil milhares de caminhoneiros e empresas de médio e pequeno porte que ainda se valem de cheques e papel-moeda nas transações diárias. A digitalização tornaria a vida nas estradas mais ágil e segura. “Eles precisam enviar dinheiro às famílias com celeridade e muitas vezes ficam presos aos modelos do passado. Alguns até esperam voltar de viagem para pegar o pagamento”, conta. Para atingir esses novos clientes/usuários, a startup vai adotar um trabalho de educação financeira.

Com os devidos ajustes, a Pega Carga também poderá ser uma ferramenta para atender gigantes, como Americanas e Amazon. As limitações por enquanto estão na papelada relacionada à regulação do transporte de mercadorias. “Hoje os grandes hubs transferem a responsabilidade burocrática às transportadoras”.

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