Boletim de MONEY REPORT sobre questões ambientais, sociais e de governança no mundo dos negócios
Speedo quer zera uso de papel
O projeto Zero Paper, da Speedo, prevê eliminar 100% do uso de papel em etiquetas, embalagens, documentos internos e materiais promocionais até 2028. Tudo será substituído por documentos e registros digitais ou recipientes recicláveis. A iniciativa reforça a agenda ESG da marca, que atua em um setor que ainda consome grandes volumes de papel e responde por parte relevante das emissões industriais. Segundo a empresa, a digitalização completa da cadeia produtiva reduzirá resíduos, custos logísticos e pegada de carbono.
Prêmio valoriza ações inovadoras e eficientes contra a fome
O Instituto Pacto Contra a Fome premiou seis projetos que atuam no combate à desnutrição e ao desperdício de alimentos no Brasil, cada um recebendo R$ 100 mil. A cerimônia, realizada no Teatro do Sesi, em São Paulo, marcou também o lançamento do programa “Ceasa Desperdício Zero”, que busca reduzir parte das 340 mil toneladas de alimentos desperdiçados anualmente nas centrais de abastecimento. Entre os vencedores, há iniciativas da Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo nas categorias Promoção da Segurança Alimentar e Redução do Desperdício. O evento reuniu lideranças do terceiro setor, representantes da ONU e especialistas em nutrição, reforçando a urgência de soluções estruturais — simbolizada pelo Desperdiçômetro, que registrou as toneladas de alimentos perdidas ou descartadas indevidamente durante as três horas da cerimônia.
Eletrificação pode gerar € 250 bi na UE
A Schneider Electric revelou que a União Europeia (UE) poderia economizar até € 250 bilhões por ano até 2040 ao acelerar a eletrificação na indústria, transporte e construção. Hoje, apenas 21% da economia do bloco é eletrificada — índice estagnado há uma década e atrás da China —, enquanto são gastos € 380 bilhões anuais com importação de energia. O estudo alerta que reduzir a dependência de combustíveis fósseis, incentivar “prossumidores” (que produzem e consomem simultaneamente) e destravar políticas de financiamento e incentivos será essencial para competitividade, segurança energética e redução de emissões.
Braskem reforça voluntariado ambiental

O grupo industrial Braskem fez 14 ações de voluntariado em quatro países com seu programa WeCare 2025. As atividades envolveram 412 participantes e resultaram na coleta de mais de 6,5 toneladas de resíduos plásticos, no plantio de 340 árvores e na sensibilização de mais de 550 estudantes. No Brasil, México, EUA e Holanda, os mutirões incluíram limpeza de praias e parques, doação de recicláveis para cooperativas, ações educativas e troca de resíduos por alimentos e itens de higiene, reforçando o compromisso global da companhia com sustentabilidade e engajamento comunitário.
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JBS transforma restos de couro em fertilizante na Europa

A JBS Couros passou a transformar o farelo de rebaixe — resíduo gerado no processo de preparação do couro — em matéria-prima para fertilizantes na Itália, exportando 550 toneladas por mês a partir de suas unidades em Itumbiara (GO), Uberlândia (MG) e Lins (SP). A iniciativa reduziu em média 15% das emissões de carbono dos artigos da empresa, chegando a 25% em alguns casos, o que reforça a estratégia de circularidade do projeto Kind Leather, lançado em 2019 para ampliar o aproveitamento da material e diminuir o consumo de água, energia e resíduos sólidos.
Brasil tem vantagem na transição, mas falta infraestrutura
É sabido que o Brasil reúne condições excepcionais para liderar a descarbonização do transporte, com matriz elétrica limpa, domínio em biocombustíveis e 83% da frota leve flex, mas falta resolver as falhas de infraestrutura. Segundo o Instituto MBC Brasil, que reúne 27 entidades da cadeia automotiva, a transição precisa ser inclusiva, gerar emprego e considerar o tamanho da frota de 48 milhões de veículos — não apenas os novos. O estudo da LCA Consultores aponta que o país precisará ampliar de 18 mil para 830 mil os pontos de recarga elétrica até 2040, dobrar a produção de biodiesel, expandir o biometano no transporte pesado e desenvolver o hidrogênio verde. Só assim o Brasil viraria exportador de energia limpa.
Painel mostra CO₂ evitado pelo metrô

A Motiva lançou o Carbonômetro, painel instalado na estação Paulista-Pernambucanas (Linha 4-Amarela) do Metro que mostra em tempo real quanto CO₂ deixa de ser emitido quando os passageiros escolhem o transporte ferroviário em vez do carro. A ferramenta, ligada à agenda da COP30, permite que o usuário calcule sua própria pegada evitada por meio de um QR Code que fornece dados comparativos, como o número de árvores equivalentes. Entre 2023 e setembro de 2025, os modais operados pela concessionária evitaram 937 mil toneladas de CO₂ — impacto equivalente a tirar 586 mil carros das ruas por um ano. A empresa já opera 100% de suas linhas com energia renovável e tem metas validadas pela Science Based Targets (SBTi), organização corporativa de ação climática, para reduzir emissões e zerar até 2035 os escopos 1 (emissões diretas de gases de efeito estufa) e 2 (emissões indiretas provenientes da compra de energia).
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Elas redefinem o luxo no mercado imobiliário

Com mais de 60% de influência na decisão de compra de imóveis, as mulheres estão transformando o setor de luxo ao priorizar bem-estar, saúde e sustentabilidade nos projetos. Esse movimento foi tema de um encontro do Fischer Group, em Balneário Camboriú (SC), que apresentou o Auris Residenze — primeiro “edifício-árvore” do Brasil, projetado com materiais voltados à qualidade do ar, da água e da luminosidade, além de jardins verticais. Arquitetos e urbanistas destacaram que o olhar feminino tem sido decisivo na valorização de empreendimentos, reposicionando o conceito de alto padrão no setor imobiliário.
Transição para gases limpos
A climatização no Brasil passa por uma transição acelerada após a adoção da Emenda de Kigali e da atualização das normas do Inmetro (autarquia que atesta padrões de metrologia, qualidade e tecnologia). Parte do Protocolo de Montreal, o acordo exige a redução gradual e contínua da produção e do consumo de hidrofluorcarbonos (HFCs), substâncias usadas em refrigeração e ar-condicionado que são potentes gases de efeito estufa. Até 2045, o país precisará reduzir em 80% o uso desses gases, enquanto os equipamentos precisarão atingir índices de desempenho mais altos a partir de 2026. Segundo Patrick Galletti, CEO do Grupo Retec, a mudança força toda a cadeia — fabricantes, instaladores e consumidores — a adotar tecnologias mais limpas, como R-32 e R-290, além de sistemas automatizados que reduzem consumo.
Alta demanda por empilhadeiras elétricas

A Heli Brasil, divisão do Grupo KMR, projeta aumento de 15% na procura por empilhadeiras elétricas a lítio em 2026, reforçando a transição sustentável na logística de pátios. Nos últimos três anos, a empresa vendeu mais de 20 mil equipamentos no país — 70% deles elétricos — e segue ampliando o portfólio. Entre os modelos estão a primeira reach stacker elétrica de 45 toneladas e a primeira empilhadeira movida a hidrogênio no Brasil. Reach stackers são equipamentos de grande porte usados em terminais portuários e logísticos para movimentar contêineres.
