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Pop no Brasil, Coreia do Sul quer mais turistas

Da redação
20 de julho de 2025
Interesse pelo país asiático levou ao aumento em 30% dos visitantes brasileiros em apenas um ano. Viagem combina tradição, cultura pop, natureza e gastronomia

Por Celso Masson

A presença da Coreia do Sul na vida dos brasileiros é inquestionável e tem crescido desde a chegada de marcas que ganharam rapidamente a confiança do consumidor, em muitos casos rivalizando com a indústria japonesa. Primeiro, vieram os representantes dos setores automotivo (caso de Hyundai e Kia), de telefonia (Samsung) e de eletroeletrônicos (LG). Depois, a consagração de ídolos do K-pop, que hoje têm até lojas exclusivas com artigos para fãs em shoppings de São Paulo. Finalmente, chegaram os doramas e K-dramas, séries de streaming que aproximam o Brasil do país asiático no imaginário emotivo. No início do ano, o Ministério da Cultura, Esportes e Turismo da Coreia do Sul inaugurou em São Paulo sua agência de conteúdo criativo, a Kocca.

Apesar desse peso comercial e cultural, o país ainda não se destaca como um destino turístico capaz de encantar quem embarcam para exterior a partir de Guarulhos ou do Galeão. Até porque não existem voos diretos para Seul. A Korean Air faz paradas no território norte-americano, geralmente em Los Angeles. Outras companhias trocam de aeronave na Europa, Oriente Médio ou Ásia.

Lívia Trento: “Destino fascinante, com personalidade única, unindo tradição e modernidade”

Mesmo assim, o fluxo de turistas brasileiros aumentou 30% em um ano, passando de 22 mil entre janeiro e outubro de 2023 para cerca de 30 mil no mesmo período de 2024. A informação é de Lawrence Reinisch, representante do turismo sul-coreano no Brasil.

A quantidade pode ser ainda pequena, mas há enorme potencial de crescimento. Segundo Lívia Trento, sócia da Singular Luxury Travel, agência butique de viagens especializada em roteiros personalizados de alto padrão, a Coreia do Sul tem aparecido cada vez mais nas conversas dos viajantes em busca de experiências autênticas e culturais fora do óbvio. “É um destino que vem conquistando espaço, especialmente entre quem já conheceu o Japão e busca algo igualmente fascinante, porém com personalidade única, unindo tradição milenar e modernidade vibrante”, diz Lívia.

A Singular cria roteiros personalizados para quem quer combinar a excelente infraestrutura do país, viajando com total segurança, à espiritualidade dos templos ancestrais e ainda se deslumbrar com paisagens surpreendentes. Para aproveitar o que a Coreia oferece de melhor ao visitante, alguns pontos são considerados imperdíveis.

Começando pelo mais icônico dos palácios da dinastia Joseon: o Gyeongbokgung, construído em 1395 (imagem de destaque). Fica no coração da capital sul-coreana e é guardado por soldados vestidos com trajes tradicionais. Possui salões, jardins e um museu que conecta o passado e o contemporâneo. A poucos passos dali fica a Aldeia Hanok Bukchon: são centenas de casas tradicionais com telhados curvos e portões de madeira (hanoks) que contrastam com a futurista skyline de Seul.

Ainda na capital, dois bairros ajudam a mergulhar na alma criativa do país. Insadong é ideal para passear, com becos repletos de lojas de caligrafia, cerâmicas, leques pintados à mão e casas de chá escondidas. Já Hongdae é onde a juventude coreana expressa sua arte em murais, performances de rua e cafés com temas que vão de K-pop a bichinhos de pelúcia. É também reduto de bares, música ao vivo e moda de rua.

Com arquitetura serena, escadarias simétricas e pagodes de pedra, templo Bulguksa é considerado um dos mais importantes do budismo coreano. Fica na antiga capital da Coreia, Gyeongju, conhecida como “museu sem paredes”, e próximo da gruta de Seokguram, que abriga uma impressionante estátua de Buda esculpida em granito, voltada para o mar.

O local é Patrimônio da Humanidade pela Unesco, assim como o Aldeia Folclórica de Hahoe, em Andong. Trata-se de um exemplo preservado da vida rural coreana, com casas de telhados de palha ou azulejo no estilo da dinastia Joseon ainda habitadas por famílias locais. Ali se pode assistir a danças folclóricas, experimentar soju artesanal (bebida cuja gradação alcóolica varia de 16% a 53%) e entender como valores confucionistas moldaram a vida coreana por séculos.

Maior ilha do país, Jeju é formada por atividades vulcânicas e se tornou um destino para amantes da natureza. Possui montanhas, cavernas de lava, cachoeiras e praias com areias negras que a tornam um cenário exuberante. Ali atuam as haenyeo, mergulhadoras tradicionais, em sua maioria mulheres idosas., que pescam frutos do mar em mergulhos livres, mantendo viva uma herança cultural única que enriquece ainda mais gastronomia coreana, famosa por sua variedade de pratos criativos e pela ênfase em ingredientes saudáveis.

Com a lista dos pontos de visitação obrigatórios, é hora de programar sua viagem à Coreia – o que, por sinal, se tornou mais fácil nos últimos anos. Brasileiros não precisam de visto para estadias de até três meses e conseguem emitir a autorização de entrada (K-ETA) on-line em apenas 24 horas.

Mais informações no site da embaixada da Coreia do Sulno Brasil: https://gbr.mofa.go.kr/br-pt/wpge/m_6088/contents.do.

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