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Temos que fazer mais com menos, diz presidente da Embrapa

A Embrapa, estatal fundada há 45 anos e vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), destina cerca de 90% do seu orçamento para o pagamento dos salários dos 9,6 mil colaboradores e apenas 2% para as pesquisas, a razão principal de sua existência. A reestruturação dos funcionários é uma das saídas para a crise pela qual passa a empresa.

Segundo o presidente da companhia, o agrônomo aposentado Sebastião Barbosa, já há planos nesse sentido. “Estamos discutindo esse tema com o governo. A realidade é que nós precisamos nos acostumar a fazer mais com menos”, diz Barbosa. O Programa de Desligamento Incentivado (PDI), que tem por objetivo desligar funcionários que já trabalham na empresa há muitos anos, prevê que seja reduzido em até 20% os gastos com pessoal.

Enquanto poucos aderem ao PDI, a Embrapa, que já foi referência na pesquisa agropecuária, tem pela frente o desafio de não ficar sucateada, ser relevante no país e aprender a lidar com as críticas. Questionado por MONEY REPORT sobre a situação da empresa pública, Sebastião Barbosa rebateu as críticas. “Não é bem assim”, disse. Em janeiro do ano passado, Zander Navarro, pesquisador da Embrapa, foi demitido após publicar um artigo na imprensa alertando sobre a real situação da companhia. Ele havia escrito, entre outras coisas, que na empresa “não existem focos de prioridade e nenhuma estratégia própria”.  

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